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A “wishlist” engorda um pouquinho mais :)


Depois de me ter deliciado com a primeira obra de Kate Morton que passou pelas minhas mãos, não há outro remédio que acrescentar à wishlist todas as outras que esta escritora australiana publicou por terras lusas J. Sendo assim, espero poder brevemente voltar a embrenhar-me em histórias repletas de mistério, de viagens por locais enigmáticos e de personagens fascinantes e que cativam irremediavelmente.
Até hoje, Kate Morton publicou, para além de Jardim dos segredos, as quatro seguintes obras:

O segredo da Casa de Riverton
Sinopse
Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?
Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.
Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta.
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente.
Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor. 

As horas distantes
Sinopse
Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...
Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.
Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.
No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...

Amores secretos
Sinopse
Laurel, actriz de sucesso, regressa à casa da família para celebrar o nonagésimo aniversário da mãe, Dorothy, que sofre de Alzheimer.
Esse dia recorda-lhe um outro, há muito esquecido. Naquele fatídico aniversário do seu irmão, Laurel estava escondida na casa da árvore, a fantasiar com um amor adolescente e um futuro grandioso em Londres, quando assistiu a um crime terrível, que mudaria a sua vida para sempre. Foi com terror que Laurel viu a mãe cravar a faca do bolo de aniversário no peito de um desconhecido. O regresso ao local onde tudo aconteceu é a última oportunidade para Laurel descobrir o temível segredo daquele dia e encontrar as respostas que só o passado da sua mãe lhe pode dar. Pista após pista, Laurel irá desvendar a história secreta de três desconhecidos que a Segunda Guerra Mundial uniu em Londres — Dorothy, Vivien e Jimmy — e cujos destinos ficaram para sempre ligados.
Uma fascinante história de segredos e mistérios, de um crime obscuro e de um amor eterno. Mais um livro inesquecível de uma das autoras de maior sucesso dos nossos tempos.

O último adeus
Sinopse
O melhor romance da autora reconhecida mundialmente pelo público e a crítica.
Numa majestosa casa de campo inglesa um miúdo desaparece sem deixar rasto. Setenta anos depois Sadie Sparrow, de visita a casa de seu avô, encontra uma mansão abandonada. Espreita através de uma janela e sente que alguma coisa terrível aconteceu nessa casa.



Das minhas deambulações e cusquices por outros blogues e por correspondentes suculentas opiniões de bloguistas, retirei mais duas sugestões às quais não consegui resistir. À primeira – A senda estreita para o norte profundo, de Richard Flanagan – foi-lhe atribuída a nota máxima por Miss Lamora, do blogue O imaginário dos livros e a sinopse atrai (e de que maneira!) aos amantes de romances históricos, sobretudo aqueles cuja narrativa aborda mais uma perspetiva da Segunda Grande Guerra. A segunda sugestão é 84, Charing Cross Road, de Helene Hanff e retrata a amizade à distância de duas pessoas unidas pelo amor aos livros. Ou seja, a premissa perfeita para que me enfurne nesta narrativa e seja mais uma pessoa a juntar-se às referidas duas e a mostrar a minha devoção aos livros, às leituras, à literatura.

A senda estreita para o norte profundo
Sinopse
Centenas de milhares de prisioneiros de guerra, entre eles numerosos australianos, são forçados pelos japoneses a um trabalho escravo nas selvas da Indochina durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é construir, num prazo inverosímil e sem maquinaria adequada, uma via-férrea de 450 quilómetros ligando o Sião à Birmânia, o que permitiria atacar a Índia. Até à conclusão da linha em 1943, morreram dezenas de milhares de homens, incluindo um terço dos 22 mil prisioneiros de guerra australianos. Executores fanáticos das ordens imperiais, alguns oficiais japoneses chegavam a recitar haikai antes de torturar ou decapitar os prisioneiros.
É neste clima de desespero que o cirurgião Dorrigo Evans, prisioneiro neste campo de guerra japonês na Ferrovia da Morte, se vê assombrado pela relação amorosa que manteve com a jovem esposa do seu tio dois anos atrás, enquanto tenta evitar que os homens sob o seu comando morram de fome, de doença, ou sejam simplesmente espancados.
O romance de Richard Flanagan aborda as diferentes formas que o amor, a morte, a guerra e a verdade podem assumir, à medida que um homem envelhece e tem consciência de tudo o que perdeu.


84, Charing Cross Road
Sinopse
Em 1949, uma carta, escrita num pequeno apartamento nova-iorquino, atravessa o oceano Atlântico e vai parar às mãos de Frank Doel, funcionário da livraria Marks & Co., no número 84 de Charing Cross Road, em Londres. É assim que se inicia uma correspondência de vários anos, que virá a transformar-se numa história de grande amizade.



Sugestões que muito desejo que se transformem em viagens, em leituras inesquecíveis. E que o façam o mais breve possível!

Alguns livros para a “wishlist”…


         Tenho descurado a minha wishlist. Contudo, apesar de não a atualizar aqui há uns longos meses, vou apontando no caderninho títulos e autores que despertam o meu interesse, que me são sugeridos por amigos ou familiares ou que advêm da “cusquice” que admito fazer com intensidade em blogues de que gosto muito e que vou seguindo fielmente.
         Sendo assim, está mais do que na hora de partilhar convosco alguns desses títulos que figurarão na minha wishlist e que espero poder saborear brevemente. Quatro deles são de autores portugueses (que demonstram o quão se continua a escrever bem por cá J) e o quinto é de um autor não inteiramente desconhecido (já havia tropeçado em capas de obras suas nas minhas deambulações pelas livrarias), cuja obra – Uma história de amor e de trevas – foi recentemente adaptada ao cinema pela realizadora estreante – Natalie Portman. Comecemos por este então:
        

1 - Uma história de amor e de trevas, de Amos Oz, reúne ingredientes poderosamente suculentos – “Um relato impregnado de ruído e fúria, nostalgia, perda e solidão. Em busca das raízes remotas da sua tragédia familiar, Amos Oz desvenda segredos e "esqueletos" de quatro gerações de sonhadores, intelectuais, homens de negócios fracassados, reformistas, sedutores antiquados e rebeldes ovelhas negras. Uma ampla galeria de grotescos, patéticos, ingénuos, trágicos e extravagantes personagens, homens e mulheres, todos eles participantes do cocktail genético e das circunstâncias quase surrealistas do nascimento do homem que um inevitável momento de revelação transforma em romancista.”

         Confesso que me arrepiou ver o “trailer” da adaptação cinematográfica e que a reação foi – uiiiiii, que esta obra deve ser daquelas! Há que saber mais sobre o autor e o seu espólio, há que “fuçar” no Goodreads e comprovar através de opiniões de outros leitores se essa primeira impressão, esse “uiiii”, são unânimes. Pelos vistos são. Classificam-na com quatro e cinco estrelas. Por isso, rendo-me ao inevitável e à esperança de que, brevemente, possa enfornar-me nas suas páginas.
        

2 - Ernestina, de J. Rentes de Carvalho, foi-me sugerida pelo meu cunhado. Segundo ele, é a melhor obra deste escritor português sediado na Holanda e a entrada ideal no mundo literário de um autor que, inexplicavelmente, até hoje me havia passado despercebido. Deixo-vos a correspondente sinopse de mais um romance que, tal como o anterior, tem características autobiográficas – “Ernestina é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de família ficcionadas. É um retrato de Trás-os-Montes, dos anos 1930 aos anos 1950, um romance que transcende o relato regionalista e que transpôs fronteiras, transformando-se num fenómeno editorial na Holanda. Ernestina é também o nome da mãe do autor e da intrépida protagonista deste livro.”

         3 – Esta sugestão e as duas seguintes são o resultado do quanto eu sigo fielmente blogues de compinchas livrólicas como eu J A vida inútil de José Homem, de Marlene Ferraz (uma autora completamente desconhecida até então) narra “As idas à grande cidade para se libertar da herança dum pai coronel verticalmente duro e duma mãe extravagante e desligada fazem com que José Homem se sinta no bom caminho para uma morte sem memórias nem saudade.
        

Descrente no governo de deus e, sim, das circunstâncias, é por mão do padre que se vê obrigado a relacionar-se com um dos rapazes estrangeiros recebidos no orfanato, Antonino, mutilado na guerra civil de Angola, o que vem despertar em si um sopro inesperado de amor e vontade.” Para além desta sinopse entusiasmante não há como não contagiar-se com as poucas mas muito apetitosas opiniões de leitores que partilharam o seu encantamento, o seu maravilhamento perante “um daqueles livros que nos entram pela alma dentro”.

         Refiro ainda que, com este romance, a autora ganhou o Prémio Agustina Bessa-Luís de 2012.
         4 – Rio do Esquecimento, de Isabel Rio Novo, é um romance histórico, finalista do Prémio Leya de 2015 e que, ao que parece, é um dos claros exemplos de uma leitura que “se estranha mas que depois se entranha”. Não será de leitura fácil, com recorrentes saltos no tempo que nos deixam em suspense mas que a mim me agradam particularmente, pois puxam por mim, obrigam-me a exercitar. Também vos deixo a sinopse: Inverno de 1864. Sentindo a morte a aproximar-se, Miguel Augusto regressa do Brasil, onde enriqueceu, e instala-se no velho burgo nortenho, no palacete conhecido como Casa das Camélias, com a intenção de perfilhar Teresa Baldaia e torná-la sua herdeira. No mesmo ano, Nicolau Sommersen pensa em fazer um bom casamento, não só para recuperar o património familiar que o tempo foi esfarelando, mas sobretudo para fugir à paixão que sente por Maria Adelaide Clarange, senhora casada e mãe de três filhos. Maria Ema Antunes, prima de Nicolau e governanta da Casa das Camélias, hábil e amargurada com a sua vida, urdirá entre todos uma teia de crimes, segredos e vinganças.
         

Subvertendo as estratégias da narrativa histórica, com saltos cronológicos que deixam o leitor em suspenso mesmo até ao final, Rio do Esquecimento descreve com saboroso detalhe a sociedade portuense de Oitocentos e assinala o regresso à ficção portuguesa de uma escrita elegante que consegue tornar transparente a sua insuspeitada espessura.


         5 – Por fim, do autor H. G. Cancela, descobri recentemente Impunidade, uma obra descrita por alguém no Goodreads como “A história é horrível e cruel. O livro está muito bem escrito. É um paradoxo gostar muito/odiar... não consigo classificar.” Ou seja, mais um exemplo de um romance que seguramente mexe connosco, que provoca sentimentos antagónicos, como faz Elena Ferrante ou outros escritores brilhantes. A sinopse é muito mais do que elucidativa – "Um homem caminha primeiro a pé, tacteando no escuro, depois de automóvel, conduz toda a noite, dorme na pressa de um hotel, retoma a viagem primeiro ainda em terras portuguesas, depois em Espanha.
         

Em Sevilha sobe ao último andar de um prédio. Tem a chave da porta, a casa está desarrumada e nela se encontram duas crianças adormecidas quase entre sinais de abandono. «Aproximei-me da cama maior. O rapaz tinha apenas as cuecas vestidas. Magro, as pernas esguias, o cabelo comprido. Ouvia-se a respiração. Rápida, regular, entrecortada por pausas de onde emergia com uma aspiração sufocada. Da outra cama, não se ouvia nada. A menina estava despida, com o cabelo espalhado pelo rosto e as pernas cobertas com a ponta do lençol. Apoiei-me nas grandes, debrucei-me e afastei-lhe o cabelo. Não se mexeu. Respirava devagar, com os lábios entreabertos e um quase insensível movimento do peito. Parecia fria, apesar do calor, o corpo contraído, a cabeça colada aos joelhos. Tinha os lençóis húmidos em redor das coxas. Na penumbra, a sua pele esbatia-se contra o tecido branco.» 

Este é o início de uma história inesperada, dura, com o «esplendor das coisas ameaçadas»."
         Agora, resta-me atualizar a wishlist e rezar para que rapidamente eles venham parar à minha mão, de preferência à minha estante de forma permanente, mas se vierem emprestados ou requisitados na biblioteca também não ficarei triste.

         Boas leituras!

ALERTAAAAAAAAAAAAA! Almudena ha vuelto!

Domingo, 01 de novembro de 2015



ALERTAAAAAAAAAAAAA! Almudena ha vuelto J
A minha última semana de outubro não poderia ter terminado melhor! Para além de ter matado saudades de gente que me diz muito e que, passados 20 anos, voltou a preencher a minha vida, recebi uma notícia que rapidamente partilhei com a minha Nancy e que agora quero partilhar com quem, como nós, é fã incondicional de Almudena Grandes, a fantástica autora espanhola, autora de obras soberbas e que sempre, sempre cumprem ou superam as expetativas!
No próximo dia cinco de novembro, será posta à venda (em Espanha apenas, infelizmente…) Los besos en el pan, a última obra de uma das minhas autoras favoritas. Com este romance (dono de uma capa lindíssima), faz uma pausa nos seus Episodios de una Guerra Interminable e brinda-nos com uma narrativa muito atual, que aborda estes tempos difíceis de crise e nos convida a entrar num bairro como outro qualquer, onde vivem famílias como a minha ou a vossa e que, ao longo de 336 páginas, enfrentarão “momentos agridulces de una solidaridad inesperada, de indignación y de rabia, pero también de ternura y tesón”. Ou seja, adivinha-se uma obra daquelas, como só a “minha” Almudena sabe escrever e que me está a deixar entusiasmadíssima, doidinha de emoção e de vontade de ter o livro nas minhas mãos!!!
Sendo assim, resta-me publicar este alerta, partilhar esta informação com as minhas compinchas admiradoras do mundo literário de Almudena e como quem não quer a coisa… relembrar que o Natal e o meu aniversário estão aí J
Aqui fica a sinopse desta obra que salta já para a minha wishlist!

Sinopsis
“Hay que ser muy valiente para pedir ayuda, pero hay que ser todavía más valiente para aceptarla. Los besos en el pan, una conmovedora novela sobre nuestro presente.”

¿Qué puede llegar a ocurrirles a los vecinos de un barrio cualquiera en estos tiempos difíciles? ¿Cómo resisten, en pleno ojo del huracán, parejas y personas solas, padres e hijos, jóvenes y ancianos, los embates de una crisis que «amenazó con volverlo todo del revés y aún no lo ha conseguido»? Los besos en el pan cuenta, de manera sutil y conmovedora, cómo transcurre la vida de una familia que vuelve de vacaciones decidida a que su rutina no cambie, pero también la de un recién divorciado al que se oye sollozar tras un tabique, la de una abuela que pone el árbol de Navidad antes de tiempo para animar a los suyos, la de una mujer que decide reinventarse y volver al campo para vivir de las tierras que alimentaron a sus antepasados… En la peluquería, en el bar, en las oficinas o en el centro de salud, muchos vecinos, protagonistas de esta delicada novela coral, vivirán momentos agridulces de una solidaridad inesperada, de indignación y de rabia, pero también de ternura y tesón. Y aprenderán por qué sus abuelos les enseñaron, cuando eran niños, a besar el pan.

Atualizando a lista de livros que têm que cair na estante cá de casa…

Terça-feira, 13 de outubro de 2015




Entrar numa livraria (como a da imagem, em São Paulo) e esquecer o mundo que continua a girar cá fora… Eis um dos maiores prazeres da minha vida… Um prazer quase orgâsmico, tal é a mistura de emoções que me domina… Uma mistura que, admito, se assemelha àquela que deverá dominar qualquer adicto, embora a que me assola não tenha chegado a níveis prejudiciais à saúde… só prejudicam um bocadinho a conta bancária, nada mais J
Ora, com o final do ano e o Natal a aproximarem-se, nota-se que o frenesim das publicações está a atingir o seu auge. Todos os dias vejo novidades ou nas livrarias ou sobretudo online e se, por um lado, não absorvo tudo (não consigo nem quero, porque nem tudo me agrada), por outro, estou já contagiada por tal frenesim e até tremo de entusiasmo!
Sendo assim, sou “forçada” a atualizar a minha “wishlist” com as mais recentes novidades e com outras que, tendo sido já publicadas há mais tempo, só nos últimos tempos “se apresentaram” a mim, piscando-me o olho e pedindo-me que as traga cá para casa J!
Das novidades selecionei estas (clicando no nome, acedem à correspondente sinopse):
§  Assim começa o mal, de Javier Marías (já o queria em espanhol, mas aqui em casa a tradução é sempre muito bem-vinda)
§  O amante japonês, de Isabel Allende (sinopse ainda não disponível)
§  História de quem vai e de quem fica, de Elena Ferrante (o terceiro volume de uma tetralogia que me deixa em polvorosa – já li o primeiro, já tenho o segundo e há que comprar o terceiro)
§  Flores, de Afonso Cruz
§  Os anagramas de Varsóvia, de Richard Zimmler (nova edição)
§  Assim foi Auschwitz, de Primo Levi (nova edição)

         Também tenho muita curiosidade e vontade de me embrenhar na história destes que já cá andam há mais tempo:
§  Uma vida à sua frente, de Roman Gary
§  Meninas, de Maria Teresa Horta
§  Ambas as mãos sobre o corpo, também de Maria Teresa Horta
§  A invenção das Asas, de Sue Monk Kidd
§  Vamos aquecer o sol, de José Mauro de Vasconcelos (a continuação da história do inesquecível Zezé, de Meu pé de laranja lima)
§  Rosinha, minha canoa, também de José Mauro de Vasconcelos
§  Arquipélago, de Joel Neto

         São obras que quero mesmo muito, de autores que ou já me acompanham há algum tempo ou que anseio conhecer. E a vontade é tanta, mas tanta que o facto de ter mais de quinze obras novas para ler não me consola… E assim, reina a referida mistura de emoções. Contraditórias, é verdade, mas que condimentam a minha rotina e lha dão aquele sabor J

         Agora, só me resta refrear-me, ir aproveitando as promoções (mas não abusar, pois não, maridinho?) e acreditar que o Natal encherá o meu cantinho debaixo da árvore com alguns pacotinhos quadrados ou retangulares, pesadotes e que estejam embrulhados com papel identificativo de alguma livraria J

O trabalho convidou a uma tertúlia literária...

Segunda-feira, 03 de agosto de 2015




O meu mês de agosto começou como tem vindo a ser habitual nos últimos anos – com uma ida à escola para dizer um “até já” ao trabalho. Contudo, desta vez a despedida fez-se com um toque literário, o que tornou irresistivelmente saborosa a espera por uma homologação emanada pelas atarefadíssimas instâncias superiores do Ministério da Educação.
Sentadas numa mesa redonda, estivemos infindáveis minutos numa amena cavaqueira literária, na qual cada uma de nós falou da obra que presentemente temos em mãos, da atitude que tomamos perante uma história que não nos agarra desde o início, dos nossos autores favoritos e sobretudo de sugestões de futuras leituras. É mais do que óbvio que “bebi com muita gula” tudo o que fui ouvindo, apontei na memória títulos e autores e, mesmo depois de a tertúlia ter sido interrompida pelo dever que nos chamava, não pude deixar de sorrir para mim mesma, porque há muito pouca coisa que me proporcione tanto prazer como trocar ideias sobre leitura e o amor aos livros.
Saí da escola cansada, admito, mas com a cabeça a fervilhar com títulos de obras que têm obrigatoriamente de cair em breve na minha estante J, tais como:
§  As velas ardem até ao fim, de Sándor Márai – segundo as minhas colegas, a obra-prima deste autor húngaro que me vai acompanhando com A mulher certa
§  O remorso de Baltazar Serapião, de Valter Hugo Mãe – uma obra fantástica (que ainda não tive o prazer de ler) do fantástico escritor vila-condense
§  O último cais, de Helena Marques – uma autora que até agora desconhecia, mas que tem obras como esta que, segundo uma das minhas colegas, seguramente nos cativarão
§  Crónicas do mal de amor, de Elena Ferrante – mais uma obra desta autora italiana que está a apaixonar muitas, mas muitas das minhas compinchas literárias J
§  Mágoas da escola, de Daniel Pennac – um livro delicioso que aborda de uma forma bem-humorada os dissabores de um mau estudante

Já em casa, não descansei enquanto não contagiei o meu maridinho, massacrando-o com tudo o que tínhamos partilhado na tertúlia da tarde e informando-o, como ninguém quer a coisa, de que era Dia B, ou seja, que a Bertrand estava com todos os livros com desconto de 20%, no mínimo. É claro que ele não resistiu ao meu massacre e lá se sentou comigo em frente ao computador para encomendarmos dois livros. Após muita indecisão, lá nos decidimos por estes que já moravam na minha wishlist há uns tempos:
§  Stoner, de John Williams
§  Desamparo, de Inês Pedrosa


É assim caso para dizer que o dia de hoje foi um dia que encheu verdadeiramente as minhas medidas de viciadinha em livros J Resta-me agradecer às minhas queridas companheiras e esperar que dias como este se repitam muito em breve!

Mais uma obra que "cai", para já, na wishlist!

Quarta-feira, 13 de maio de 2015





Entre a criação de exercícios para um teste, planos para uma hipotética viagem em busca de “tesouros” por terras espanholas, a deliciosa “charla” com as minhas compinchas terminou de forma perfeita, com mais uma sugestão de um livro que me deixou a ferver de curiosidade!
 Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams – também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: “É o melhor romance que ninguém leu”. Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da híper comunicação, Stoner devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos – se tivermos um livro a que nos agarrar.
Stoner, de John Williams, reeditado pela Dom Quixote. Mal posso esperar por te ter nas mãos. Para já, viajas para a wishlist, mas não demores muito a “cair” na minha estante J

Gracias, Nancy, por esta estupenda sugerencia

Novidade MUIIIITO apetitosa da Editoria Presença

Sábado, 09 de maio de 2015





Recém-publicado pela Editorial Presença. Vencedor do Prémio Pulitzer deste ano. Detentor de uma história que buliu com todos os meus nervos de livrólica, onde se combinam personagens carregadas de inocência, beleza, muito humanas, que deambulam por uma Europa em guerra, mais propriamente pelas ruas de Paris, pelas ruas da cidade fortificada Saint-Malo, num tempo de trevas, de dor, de completa desumanização. Que mais posso eu querer?

Apenas que Toda a luz que não podemos ver, de Anthony Doerr viaje “depressinha” da minha “wishlist” para a estante cá de casa