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As novas meninas dos chocolates, de Annie Murray

Sexta-feira, 07 de setembro de 2012



Sinopse
Na sua juventude, Edie, Ruby e Janet partilhavam sonhos enquanto se dedicavam à deliciosa tarefa de fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. Duas décadas depois, o mundo está radicalmente diferente e as vidas das amigas também. Agora, a geração seguinte está a crescer e a enfrentar os seus próprios desafios.
Greta, a filha da temperamental Ruby, é tão bela quanto infeliz. A sua vida familiar foi sempre instável, o que a levou a procurar refúgio junto das suas amigas, na fábrica de chocolates Cadbury, onde também trabalha. Mas tudo vai piorar com o regresso da sua detestável irmã, Maureen. E assim, enquanto Inglaterra vive a euforia da louca década de 1960, Greta precipita-se para um casamento que rapidamente destruirá os seus sonhos românticos. Grávida e sem-abrigo, é acolhida pela maternal Edie e pelo marido, Anatoli. Mas o amor e segurança deste refúgio em breve serão despedaçados por uma tragédia que mudará as suas vidas para sempre…
Uma heroína inesquecível, uma história de destinos cruzados, segredos antigos… e um amor capaz de mudar tudo.

Opinião
Quatro meses depois de ter lido As Meninas dos Chocolates, aventurei-me finalmente a ler a sua sequela e tenho que dizer que gostei mais desta do que da obra antecessora.
Tal como podemos ler na sinopse, As novas Meninas dos Chocolates retrata a vida dos descendentes de Edie, Janet e de Ruby, mas a narrativa centra sobretudo a sua ação em Greta, a filha mais nova de Ruby, uma personagem que me cativou desde o início por ser completamente diferente da estouvada da mãe e da pérfida irmã, Maureen e por ser dotada de uma personalidade lutadora e mais forte do que ela própria supõe. Deu-me muito prazer assistir ao seu desabrochar como mulher, à belíssima e comovente relação que estabelece com Anatoli (marido de Edie), a quem vê como o pais que nunca teve, e ao paulatino nascer do amor que a unirá ao outro homem que completará por inteiro a sua vida.
As novas Meninas dos Chocolates oferecem-nos assim uma história muito interessante, repleta de momentos enternecedores, comoventes e dolorosos, que fazem com que a sua leitura seja atraente e empolgante.

Resta-me dizer que, uma vez mais, o título não nos oferece uma visão muito verosímil do que encontraremos nas 464 páginas - o chocolate não está muito presente, é inclusive suplantado pelo chá, esse sim, tal como seria de esperar em ambientes ingleses, pulula nas reuniões familiares.

As meninas dos chocolates, de Annie Murray

Quarta-feira, 23 de maio de 2012



Sinopse
Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial. 
Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado…
Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental. 
E há também Janet - inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará. 
Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam … 
Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

A primeira coisa que me fez pegar no livro As meninas dos chocolates foi a bela caixa que o envolve, como se fosse uma deliciosa caixa de bombons! Depois, com a leitura da sinopse, entusiasmei-me (como não poderia querer saborear um livro que mistura os ingredientes Segunda Guerra Mundial e os chocolates Cadbury?) e decidi levá-lo para casa, para embelezar a estante J
Através de uma narração que foca o antes, o durante e o pós-guerra, Annie Murray faz-nos entrar na vida de 3 amigas – Edie, com uma existência pautada pela austeridade e insensibilidade da mãe; Ruby, que, por sua vez, tem uma mãe excêntrica e sempre ausente e Janet, solteira e que vive com a sua mãe, Frances, uma senhora bondosa e muito amável.
À medida que avançamos na narrativa, apercebemo-nos de que, para além das três personagens femininas centrais, iremos acompanhar, por exemplo, os homens da sua vida, aqueles que foram diretamente afetados pelas barbaridades da guerra, pelo que os deixou de tal forma traumatizados que não conseguem voltar a ter uma vida normal. Também entraremos (mas muito superficialmente, o que contraria o título da obra) nas fábricas da Cadbury, no seu funcionamento e teremos acesso a um cheirinho do chocolate que lá é produzido.

É um romance de leitura fácil, que poderemos afirmar não ser um romance de grande qualidade literária, mas que se lê muito bem, que me fez entrar (mais uma vez) na realidade da segunda Grande Guerra e que nos apresenta personagens bem construídas e que, muitas vezes, nos fazem saltar para as páginas da obra e sentir o que estão a sentir, enfim, viver as suas vidas!