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Balanço mensal | livros lidos em Janeiro 2019 pelos leitores cá de casa


Em Janeiro, os 3 leitores cá de casa leram 14 livros no total. Participámos em 2 projectos (#HOL74 e #lusiteratura). Eu fiz 3 deliciosas leituras em conjunto! E mais não digo - espreitem o vídeo! Deixo-vos, como é habitual, os links para as opiniões dos livros lidos:
          - Antes de nos encontrarmos, de Maggie O' Farrell

- Os da minha rua, de Ondjaki

- Então, boa noite, de Mário Zambujal
- As mulheres no castelo, de Jessica Shattuck
- A História do Amor, de Nicole Krauss
- Escritos secretos, de Sebastian Barry

          E vocês, o que é que leram? Participaram em algum projecto? Contem-me tudo!



Livros novos + outros regalitos - Janeiro de 2019


Olá! Partilho convosco e em vídeo quais foram os livros novos que chegaram às estantes em Janeiro, mês de aniversários dos dois adultos cá de casa. No total, são 10 os novos habitantes, 6 dos quais foram prendinhas, 3 foram comprados e um foi o resultado de mais uma colaboração conseguida com a editora Planeta, a quem volto a a agradecer a gentileza de terem respondido, com muita rapidez, ao meu pedido.
No vídeo vêem também o quão feliz fiquei com outros regalitos que nos ofereceram aqueles que nos querem bem. Irão perceber ainda por que razão eu sou a mãe mais babada deste mundo 💗💗💗
Espreitem e comentem! Ficarei encantada com os vossos comentários, como sempre!
Até já!


Balanço mensal - livros lidos em novembro



Em novembro, li cinco obras, desisti de um e iniciei outra. Foi um mês bastante heterogéneo, pois as três primeiras leituras foram muito medianas e as outras foram excelentes. Para além disso, li obras em português e em espanhol e li diversos géneros.
Arranquei um mês com uma estreia que me deixou com pouca vontade de continuar a ler a autora. Decidi conhecer o mundo das letras de Dorothy Koomson com a história de A filha da minha melhor amiga, mas, apesar de ter sido uma leitura rápida e fluída, não me cativou e dei-lhe apenas 06/10.
A seguir, também vindo da biblioteca, li O segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell. Tão-pouco me agradou, pois, apesar do estilo limpo e conciso do autor, não criei nenhum tipo de laços com o protagonista. Mais um 06/10.
E como não há duas sem três, atribuí a mesma nota à terceira obra lida em novembro – La delicadeza, de David Foenkinos. Foi a segunda obra que li deste escritor francês, mas pouco ou nada teve a ver com Recordações.
Tentei ler O peso do coração, de Rosa Montero, porque tenho paixão por esta autora espanhola e porque este livro foi um regalito de alguém especial. Contudo, por muito que tenha tentado, não consegui pôr de lado o facto “gigantesco” de a narrativa ser distópica e de eu não gostar nem um pouquinho desse género. Por isso, à página 138, rendi-me e desisti da leitura…
O mês, na sua segunda metade, deu uma reviravolta tremenda e presenteou-me com duas leituras excelentes. A primeira veio diretamente da Porto Editora, que gentilmente ma enviou e entrou de imediato no meu coração. Apaixonei-me pela protagonista de As flores perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland e devorei a sua história. Atribuí-lhe 9,5/10 e voltei a sorrir para as minhas leituras. A segunda foi uma colectânea de contos publicada há uns anos para celebrar as letras lusófonas e um determinado aniversário da Fnac. Compõe-se de cinco contos, todos eles muito bons, mas dos quais destaco o que abre e o que encerra a colectânea, de Ondjaki e Dulce Maria Cardoso, respetivamente. Classifiquei-a com um 09/10.
Como veem, foi um mês heterogéneo, que iniciou muito murchinho, mas que terminou quase em apoteose. Falta-me referir que a última semana do mês foi toda ela dedicada à releitura das primeiras 300 páginas de Irmãs de Sangue, de Barbara e Stephanie Keating.
E o vosso mês, como foi? Contem-me tudinho!
Deixo-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em novembro:
§  A filha da minha melhor amiga, de Dorothy Koomson
§  O segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell
§  La delicadeza, de David Foenkinos
§  As flores perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland
§  O prazer da leitura (volume 4), de vários (ver vídeo)

Por fim, para aqueles que estejam interessados, deixo o balanço em vídeo.




Balanço mensal - livros lidos em outubro



Tal como tem sido habitual, em outubro li seis livros – duas releituras e quatro leituras.
Abri o mês terminando a primeira releitura do meu projeto – Uma releitura por mês. Havia começado Malena es un nombre de tango, da minha Almudena no final de setembro e terminei-a nos primeiros dias do mês seguinte. Foi a forma perfeita de arrancar o projeto das releituras e pontuei-a com a nota máxima.
A seguir, peguei na desilusão do mês e abandonei O livro, de Zoran Zivkovic. Posteriormente, li Corações de Pedra, de Simon Scarrow e senti-me defraudada, já que não fui capaz de me ligar com as personagens nem com o estilo do autor. Dai apenas ter-lhe dado 05/10.
As duas obras que se lhe seguiram vieram da biblioteca da terrinha e foram duas recomendações provenientes do Booktube. Refiro-me à obra A contador de filmes, de Hernán Rivera Letelier e a Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie. Gostei imenso das duas e dei-lhes a mesma pontuação – 09/10.
Dei continuação ao projeto das releituras com a obra do meu Saramago – O homem duplicado. Foi um reencontro maravilhoso que culminou num final sublime e inesperado e numa nota perto da perfeição – 09/10.
Terminei o mês lendo outra obra da Segunda Guerra Mundial – Dile a Marie que la quiero, de Jacinto Rey. Infelizmente, não me cativou, achei o estilo do autor muito seco e superficial e isso fez com que não penetrasse na narrativa nem ganhasse empatia com a maior parte das personagens. Dei-lhe apenas 06/10.
Outubro foi assim um mês muito heterogéneo, com leituras excelentes e outras medianas. E vocês, que leram? Contem-me tudo.
Deixo-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em outubro:
§  Malena es un nombre de tango, de Almudena Grandes
§  Corações de pedra, de Simon Scarrow
§  A contador de filmes, de Hernán Rivera Letelier
§  Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie
§  O homem duplicado, de José Saramago
§  Dile a Marie que la quiero, de Jacinto Rey.

Por fim, para aqueles que estejam interessados, deixo o balanço em vídeo.




Balanço mensal - livros adquiridos e recebidos em agosto + setembro



Nestes dois últimos meses, a estante voltou a engordar bastantes gramas!
Em agosto, numa escapadela a terras de Espanha, comprei 3 livros que já moravam na wishlist há tempos. No final do mês, já em terras lusas, não resisti a uma promoção de 60% e trouxe para casa mais um livro que pedia encarecidamente para também sair da wishlist e ocupar o seu lugarzinho na minha estante.
Em setembro, nas duas visitas que fiz à Feira do Livro do Porto, comprei duas pechinchas – cada livro custou-me apenas 5 euros – e o maridinho, seguindo a recomendação de um colega, adquiriu uma novidade numa promoção de 20%. Por fim, a melhor e mais suculenta surpresa de todas aterrou na minha caixa de correio por tua culpa, Paula, que decidiste presentear-me com duas prendinhas que me puseram histérica (como podem ver aqui) e me fizeram acreditar ainda mais que somos verdadeiramente BOOKBESTIES!
Para saberem quais foram as minhas compras, a do maridinho e os miminhos que a Paula me ofereceu, deixo-vos o correspondente vídeo que, entretanto, publiquei no youtube. Espero que gostem e que partilhem aqui ou lá se pecaram durante estes dois meses e que novos habitantes têm a vossa estante!





Balanço mensal - livros lidos em setembro



Setembro encheu-se de boas leituras e de desafios! Terminei, fazendo bingo e completando o cartão, a maratona literária – Bookbingo – Leituras ao sol 2, participei no #septemberthrills e dei início a um desafio que já habitava nos meus planos há bastante tempo – o de reler uma obra por mês, durante um ano. Completei seis leituras, abandonei uma e iniciei outra que só terminarei em outubro. Fica aqui, em vídeo, o balanço de todas essas leituras e experiências. Espero que gostem!


Deixo-vos ainda, e como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em setembro:
§  Avozinha Gângster, de David Walliams
§  A maior flor do mundo, de José Saramago
§  Meridiano 28, de Joel Neto
§  A terra de Léa, de Claire Graf
§  Soledad, de Raffaello Bergonse
§  Messias, de Boris Starling

E vocês, que leram no mês de setembro? Leram muito, leram pouco? Abandonaram alguma leitura? Contem-me tudo, OK? Aqui ou no Youtube, como quiserem, mas não se esqueçam de o fazer!

Balanço mensal - livros lidos em agosto


         Agosto é mês de férias, de tempo só para nós e de tempo para saborear o maior número de leituras possível. Foi o que tentei fazer - li sete livros e abandonei um. Agosto também foi o mês em que me lancei num novo projeto que quero conciliar com este cantinho. Assim sendo, partilho convosco, num novo formato, o balanço dessas sete leituras.
       Deixo-vos ainda, e como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em agosto:
§  Crime adormecido + Cai o pano, de Agatha Christie
§  O fim da inocência (vol. I), de Francisco Salgueiro
§  O jovem da porta ao lado, de Josie Lloyd e Emlyn Rees
§  A rapariga no gelo, de Robert Bryndza
§  Debaixo de algum céu, de Nuno Camarneiro
§  Arrugas, de Paco Roca
§  Amores secretos, de Kate Morton

E vocês, que leram no mês de agosto? Leram muito, leram pouco? Abandonaram alguma leitura? Contem-me tudo, OK? Aqui ou no Youtube, como quiserem, mas não se esqueçam de o fazer!




Balanço mensal - livros lidos e adquiridos/recebidos em julho



Julho sempre me presenteia com mais tempo para as leituras e este não foi exceção. Li cinco livros, ou melhor, seis, se contar com o calhamaço de quase oitocentas páginas que terminei hoje de manhã, dia 01 de agosto. Sei que poderei estar a fazer batota ao contabilizar esse sexto livro como uma leitura de julho, mas acho que me perdoam e compreendem, já que 99 por cento de El invierno en tu rostro foi lido nos últimos dias do mês que terminou ontem. E 99 por cento de 768 páginas é mesmo uma percentagem obesa!
Todas as leituras foram bastante positivas. Das seis que preencheram o mês, cinco obtiveram uma classificação de 08/10 ou superior. A única que fugiu à regra foi a que abriu julho. A biblioteca, de Zoran Zivkovic, está composta de seis contos cujo elo de ligação são as mais diversas bibliotecas que podem dar um gosto muito especial à vida de um leitor. Contudo e muito provavelmente por ser um livro de fantasia, não me senti especialmente atraída por nenhum dos contos, tive vontade de dar um novo rumo a alguns deles, de os ajustar aos meus gostos e à minha visão idílica do que é uma biblioteca e pelos outros passei com uma indiferença que me faz sempre encolher de vergonha e frustração… Gostei, no entanto, da escrita do autor e quero dar-lhe uma nova oportunidade com a outra obra dele que tenho na estante. Atribuí à coletânea de contos A biblioteca um 06/10.
A segunda leitura do mês veio da biblioteca da terrinha e foi a quarta obra que li de Afonso Cruz. Mais uma vez, este autor excecional não me desiludiu com a sua escrita pincelada de magia e de fragmentos perfeitamente entrelaçados com ilustrações que complementam o narrado pelas palavras. Gostei imenso de conhecer O pintor debaixo do lava-loiças e, acima de tudo, de ficar a saber que o protagonista da história está baseado num verdadeiro pintor que se refugiou (na altura da 2GM) no espaço debaixo do lava-loiças da cozinha dos avós de Afonso Cruz. Dei-lhe 09/10.
Continuei as leituras de julho com mais um autor português e que ocupa um lugar privilegiado nas estantes cá de casa. Falo de Rodrigo Guedes de Carvalho (de quem tenho todas as obras publicadas) e de O [seu] pianista de hotel. Esta leitura começou por ser uma leitura em conjunto com a Isa (do blogue/canal Jardim de mil histórias), mas terminei-a de forma solitária, já que não foi desta que o “meu” Rodrigo conseguiu conquistar a minha querida compincha de leituras. Após um vazio de mais de dez anos sem publicar nada de ficção, o autor regressou mais maduro, menos “atado” às suas influências antonianas, com um estilo oralizante que me cativou desde as primeiras páginas e com uma narrativa onde personagens marcadas pelo sofrimento e pela melancolia me arrebataram a ponto de classificar esta leitura quase com a nota máxima!
A quarta leitura foi igualmente feita em conjunto. Desta vez, a minha companheira de leituras foi a Paula, uma seguidora extremamente assídua do blogue. Foi uma estreia muito auspiciosa e que de certeza será repetida no futuro. Ao longo de uma semana tivemos em mãos uma obra densa, com uma escrita aprimorada, que nos fez mergulhar nos anos americanos pós Segunda Grande Guerra e sobretudo nos fez questionar até que ponto conhecemos a pessoa amada e agitou as nossas certezas face ao que faríamos em situações-limite que poderiam romper com uma relação amorosa estável. Apesar de não ter gostado tanto de A história de um casamento, de Andrew Sean Greer, como a Paula, não pude deixar de lhe atribuir um 08/10, pois é uma obra poderosa.
A melhor experiência literária do mês veio com Chama-me pelo teu nome, de André Aciman. Até hoje não sei explicar exatamente o que me aconteceu com esta leitura e o porquê da mesma ter sido tão especial ao ponto de me provocar, com o seu final, uma crise tremenda de choro e de me ter “obrigado” a dar-lhe a pontuação máxima. Foi realmente uma experiência muito pessoal, pouco ou nada comparável com outras e que ocupará um cantinho reservado a um punhado de belíssimas histórias de amor.
Tinha noção de que, após uma leitura tão absorvente e apaixonante, aquela que se lhe seguiria iria sofrer com os estilhaços ainda muito presentes de uma ressaca lavada com muito choro. Por isso, quando peguei na obra Sem destino, de Imre Kertész, e me deparei com um protagonista apático, insosso e com uma narrativa lenta e sem os ingredientes que, de forma estereotipada ou não, associo sempre a enredos do Holocausto, fui tentando não ceder à vontade de a largar até que essa vontade ganhou a contenda e não fui capaz de levar a leitura até ao fim…
Para terminar o mês em grande nada melhor que um gigantesco calhamaço que já esperava a sua vez desde julho do ano passado. Entrei com facilidade na história, criei empatia com as personagens principais, mas confesso que o peso da obra começou a tornar-se mais do que evidente quando a sua narrativa se estendeu por demasiadas páginas… Não quero alongar-me mais, porque ainda não escrevi a correspondente opinião e ainda não sei exatamente que pontuação lhe irei atribuir. Contudo, não irei dar a El invierno en tu rostro, de Carla Montero, mais do que um 08/10.

Durante este mês a estante engordou um bocadinho. Recebi duas prendinhas e não fui mesmo capaz de resistir a promoções que se meteram literalmente no meu caminho, porque eu não as procuro, nem nada do que se pareça… 😋
Das minhas queridas amigas pitufinas recebi um regalito de aniversário com uns mesitos de atraso 😃 e que figurava na minha wishlist. Falo de As oito montanhas, de Paolo Cognetti. Já não me recordo muito bem o que me atraiu na sua sinopse, mas li entretanto opiniões/reviews muito positivas e só isso chega para deixar-me entusiasmada! Da editora Clube do Autor caiu na caixa do correio uma leitura levezinha, ótima para intervalar com leituras mais densas. A ilha dos segredos, de Nadia Marks vai levar-me à Grécia, aos seus mares de cores fabulosas e proporcionar-me-á bons momentos, sem dúvida!
Com menos de quinze euros comprei três pechinchas deliciosas. O culpado de uma delas é o Hugo Cunha, do canal Aprendiz de leitor e as outras são exclusivamente da minha responsabilidade. Por causa desta opinião que deixou no Goodreads, o Hugo levou-me a comprar, por apenas quatro euros, Coisas que nunca aconteceriam em Tóquio, de Alberto Torres Blandina. A segunda é de um autor de quem apenas li até ao momento uma obra pungente e lindíssima – A neta do Senhor Linh. Veio na mesma encomenda que a primeira, custou cinco euros e é O relatório de Brodeck, de Philippe Claudel. As expectativas são elevadíssimas, tanto para uma como para outra. Por fim, encontrei no Pingo Doce a maior pechincha, já que foi uma compra que não chegou a quatro euros. Como sabem, sou fanática por tudo o que escreve Kate Morton e ando sempre à cata de outros/as autores/as que usem e abusem de narrativas de dual time e que me façam pegar no livro e não o queira largar até que o termine. Espero sinceramente que O segredo de Sophia, de Susanna Kearsley corresponda e me dê isso mesmo. Se não o fizer, também não faz mal, porque, como foi tão baratinho, não me levará a ficar com a consciência pesada e com o nível de frustração em alta!

Assim foi o meu mês, com seis leituras, uma desistência e cinco novos habitantes na estante. E o vosso? Contem-me tudo, please!

Deixo-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em julho:
§  A biblioteca, de Zoran Zivkovic
§  O pintor debaixo do lava-loiças, de Afonso Cruz
§  O pianista de hotel, de Rodrigo Guedes de Carvalho
§  A história de um casamento, de Andrew Sean Greer
§  Chama-me pelo teu nome, de André Aciman
§  El invierno en tu rostro, de Carla Montero 

Balanço mensal - livros lidos e adquiridos/recebidos em junho



Há dois anos que junho está indiscutivelmente associado à Feira do Livro de Lisboa. Os novos habitantes que chegaram cá a casa durante este mês foram todos (à exceção de um) adquiridos nesse certame literário que dá vida ao Parque Eduardo VII. Disso dei conhecimento na publicação que podem encontrar aqui.
Porém, não foram apenas os novos habitantes que provieram da FLL, já que metade das leituras de junho coincidem com as obras que adquiri o ano passado nas bancas da Feira. Refiro-me a Os olhos de Tirésias, O deslumbre de Cecilia Fluss e a Morrer sozinho em Berlim. As outras três vieram de uma oferta de parceria e da biblioteca da terrinha.
Junho iniciou-se com Elmet, de Fiona Mozley, uma leitura estranha, densa, enigmática, mas que nos prende do princípio ao fim. É a obra de estreia da autora, mas ninguém o diria, tal a maturidade e “know-how” que a Fiona Mozley demonstra na construção das personagens, da trama e sobretudo numa escrita sensorial e riquíssima em descrições extremamente visuais. Gostei mesmo muito e atribuí-lhe a nota de 09/10.
Os olhos de Tirésias, de Cristina Drios, foi a primeira leitura que fiz das obras que vieram comigo há um ano atrás de Lisboa. Permitiu-me entrar nas letras desta autora que ainda não conhecia e gostei tanto que quero ler mais do que ela escreveu. Deliciei-me com o seu estilo repleto de criatividade, originalidade, muito primoroso e com personagens redondas e que nos conquistam. Recomendadíssimo! Nota – 09/10!
Para fazer uma pausa em leituras mais complexas trouxe duas obras da biblioteca da terrinha. Uma delas foi A princesa de gelo, de Camilla Lackberg, considerada a Agatha Christie dos países nórdicos. Não tenho muita experiência em leituras policiais, mas, mesmo assim, não considero que esta obra que abre uma saga que creio estar associada à vilazinha onde decorre a ação de A princesa de gelo, seja uma obra-prima do género. Proporcionou-me uma leitura agradável, encobriu bem a identidade do assassino, mas achei os protagonistas um pouco frouxos e desenxabidos. Por essa razão, não atribuí a esta leitura mais do que um 07/10. Contudo, não ponho de parte voltar a ler obras da autora, ainda para mais sabendo que possa encontrar algumas delas na biblioteca.
Da feira do livro do ano transato veio – autografadinho e tudo – o livro que encerra a trilogia que João Tordo iniciou com O luto de Elias Gro. Não é novidade para ninguém que me acompanha que nutro um especial carinho por este autor português e que o considero um dos melhores escritores lusos contemporâneos. Porém, a escrita de João Tordo ultimamente tem estado entrelaçada com a filosofia e a religião e isso aborrece-me bastante. Foi assim que me senti na primeira parte de O deslumbre de Cecilia Fluss e só não acho que a leitura da obra foi dececionante porque Tordo escreve maravilhosamente bem e porque as segunda e terceira partes salvam e fazem esquecer o aborrecimento que me fez bufar e revirar os olhos na parte inicial do livro. Dei-lhe 08/10.
Voltei a fazer um intervalo entre leituras mais densas e li um livrinho juvenil da autora Margarida Fonseca Santos. Bicicleta à chuva devora-se em pouco tempo, possui uma trama simples, mas muito atual e com uma mensagem importante para miúdos e graúdos. Gostei muito e quero ler mais do que a autora escreve para os mais jovens. Atribuí-lhe 08/10.
O mês terminou de forma portentosa, com mais uma leitura proveniente da FLL do ano passado. Morrer sozinho em Berlim é uma obra magistral, com personagens inesquecíveis e de certeza absoluta que será uma das melhores leituras de 2018, merecedora da nota máxima! Rogo a todas que a leiam!

Para além das compras da FLL deste ano, junho engordou a estante com mais uma generosa oferta da editora Clube do Autor. Chama-me pelo teu nome, de André Aciman, que já deu origem ao filme homónimo, promete uma leitura aclamada pela crítica, repleta de paixão, amor, pormenores sensuais e beleza. Estou curiosíssima e quero mesmo lê-lo em breve!

Deixo-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em junho:

§  Elmet, de Fiona Mozley
§  Os olhos de Tirésias, de Cristina Drios
§  A princesa de gelo, de Camilla Lackberg
§  O deslumbre de Cecilia Fluss, de João Tordo
§  Bicicleta à chuva, de Margarida Fonseca Santos
§  Morrer sozinho em Berlim, de Hans Fallada


Seis obras lidas e nove novos habitante. Junho foi um mês muito proveitoso, não acham? E vocês, que leram e que compraram? Contem-me tudo nos comentários, por favor!

Balanço mensal - livros lidos e adquiridos/recebidos em maio



Estamos a meio de junho e só agora é que tive tempo (e ânimo) para sentar-me e fazer o balanço do mês de maio que já lá vai… Quero pedir desculpas a quem me segue assiduamente por esta ausência, mas quando o trabalho manda em todos os passos que dou, é impossível mimar e alimentar este cantinho que já é tão vosso como meu.
Agora que consigo, por fim, ver luz ao final do túnel quero tentar pôr em dia os textos que tenho em atraso e partilhar convosco tudo o que tenho andado a ler, a comprar e a acrescentar à minha wishlist.
Maio foi um mês de muito boas leituras. Mas também foi o mês em que desisti de duas que não fizeram clique nem me embalaram nos poucos minutos em que, diariamente, pegava no livro que estava na mesinha de cabeceira e tentava evadir-me da realidade.
 Em dois ou três dias devorei Deixa-me Odiar-te (gentilmente enviado pela editora Clube do Autor) e descobri, depois de tantos e tantos de leitora, o que é isso de um romance chicklit. Não é o meu tipo de obra favorito, mas, caramba, adorei a experiência, adorei a sua previsibilidade e a enxurrada de clichés que inundam a história de dois jovens que trabalham juntos, que se odeiam, mas que se prevê, desde a página inicial, que vão viver uma história de amor muito divertida, cheiinha de contratempos e com um inevitável final feliz. Lê-la foi uma lufada de ar fresco e, como tal, atribuí-lhe a nota de 09/10.
A obra que se lhe seguiu também foi lido num curtinho espaço de tempo. Voltei às letras de Possidónio Cachapa com Segura-te ao meu peito em chamas e admito que não gostei de todos os contos que compõem a obra. Contudo, há dois que são de uma beleza transcendental, que me tocaram e ainda estão comigo. São mais um exemplo do quão bem escreve este autor alentejano e do quanto vale a pena descobrirmos novos autores lusos. Possidónio Cachapa é, como já disse outras vezes, um nome a ter em conta. Eu pelo menos quero, e muito, ler mais dele. A esta colectânea dei 08/10 e aproveito para agradecer, uma vez mais, o empréstimo aos cunhadinhos.
Há muito tempo que queria ler O czar do amor e do tecno. Desde que li a correspondente opinião que a Márcia Balsas deixou no seu Planeta. Sabia de antemão que não seria uma leitura fácil, já que, nas palavras da Márcia, a narrativa se assemelhava a um comboio que parava em muitíssimas estações e que, enquanto leitores, nos veríamos obrigados a entrar e sair continuamente nessas estações. Embarquei repleta de expetativas e as mesmas não foram goradas. A escrita de Anthony Marra é primorosa, as personagens densas, imperfeitas e muito especiais e o tom mordaz, crítico, irónico e ao mesmo tempo emotivo e dorido. Foi assim uma viagem muito saborosa e à qual atribuí a classificação de 09/10.
Maio também me permitiu regressar a um conflito pelo qual tenho uma obsessão doentia. Li Rapariga em Guerra e Como se eu não existisse e voltei a sofrer horrores ao ler os horrores que se perpetraram na Guerra Civil Jugoslava. “Mordi-me” de repulsa e terror perante a história de uma menina que perde a infância numa estrada barrada por soldados/mercenários e perante a história de uma jovem mulher que, nas mãos de outros soldados/mercenários compreende de pior forma possível o que é ser vergada, humilhada e destituída da essência que nos torna humanos e únicos. Foram, como devem calcular, duas leituras poderosíssimas, que me deixaram extenuada, mas com a obsessão inabalável, ou seja, não devo demorar muito tempo em embrenhar-me noutra de cariz semelhante. A Rapariga em guerra atribuí, depois de alguma reflexão, a nota máxima e a Como se eu não existisse a nota imediatamente abaixo, ou seja, um 09.
Intervalei a leitura destas duas obras duras com outra vinda de terras que têm um sabor mágico, pelo menos para mim. Li Tão amigas que nós somos, da chilena Marcela Serrano e adorei o primeiro contacto com esta autora que já me piscava o olho há bastante tempo. A história de quatro amigas, muito diferentes entre si, mas unidas como só as verdadeiras amigas conseguem ser, embalou-me e aconchegou-me como poucas o fazem e, para além de ter ficado com o orgulho feminino ainda mais em alta, saboreei com um prazer muito especial o regresso a paragens sul-americanas e a uma escrita com textura e temperaturas muito próprias. Fiquei com água na boca e agora quero ler mais de Marcela Serrano. A este primeiro contacto com as suas letras dei 09/10.
Referi no início deste balanço que a estas seis obras lidas se juntam duas que não consegui terminar. Uma foi uma experiência falhada no mundo chicklit. Li mais de metade de Amores Proibidos, de Jill Mansell, mas a impressão pouco apelativa que fiquei desde as páginas iniciais nunca se desvaneceu e não criei nenhuma empatia com qualquer uma das personagens e só consigo recordar que todos pareciam ter amantes ou querer ter amantes… A outra experiência falhada foi com uma obra “mais séria” – Paisagem com mulher e mar ao fundo, de Teolinda Gersão. Li apenas 20 ou 25 páginas, mas não quis mais… Não duvido que a obra seja muito boa, mas não se encaixou num mês de muito trabalho e pouca concentração. Talvez lhe pegue mais tarde.

Entretanto, maio trouxe novos habitantes para a estante. No dia da mãe, os meus homens mimaram-me com dois livros que estavam na minha wishlist – O caderno do avô Heinrich, de Conceição Dinis Tomé e Debaixo da pele, de David Machado. Para além destes, outros três chegaram à estante porque não me controlei e pequei em promoções feitas pela WOOK. Comprei Sete minutos depois da meia-noite, de Patrick Ness, As últimas linhas destas mãos, de Susana Amaro Velho e o ansiadíssimo Meridiano 28, do maravilhoso Joel Neto. Cinco novos habitantes que ficarão à espera da sua vez e que sei que me irão maravilhar.

Concluindo, maio foi um mês mesmo muito proveitoso. Só espero que junho lhe siga as pisadas. Para já, está bem encarreirado.
E como foi o vosso mês de leituras e aquisições? Já leram alguma das obras que comprei/recebi? Se sim, por favor, digam o que acharam, sem revelar demasiado.

Termino deixando-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em maio:
§  Deixa-me odiar-te, de Anna Premoli
§  Segura-te ao meu peito em chamas, de Possidónio Cachapa
§  O czar do amor e do tecno, de Anthony Marra
§  Rapariga em guerra, de Sara Novic + Como se eu não existisse, de Slavenka Drakulic
§  Tão amigas que nós somos, de Marcela Serrano