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Dia mundial do Livro

Quinta-feira, 23 de abril de 2015





Um livro é…

Já tinha prometido a mim mesma. Se hoje estivesse bom tempo iria celebrar o Dia mundial do Livro junto ao mar. E assim o fiz.
Com a banda sonora apropriada, o carro conduziu-me e estacionou-me mesmo em frente àquela que foi considerada uma das praias mais bonitas da Europa. Miramar deu-me as boas-vindas com uma “bofetada” de maresia que me arrancou um daqueles suspiros de satisfação e uma vontade quase incontrolável de descalçar-me e de sentir as cócegas da areia e da água entre os dedos.

Caminhei pelo passadiço de madeira, espreitei esplanadas, mas acabei por sentar-me numa rocha perdida no areal. Aí, sozinha, sem ninguém a meu lado, sem conversas nem distracções inoportunas, enrosquei as pernas, virei costas ao calorzinho bom do sol e abri o livro. Durante mais de uma hora, foi a minha companhia, o meu mimo, o meu xi. E, como sempre, não me senti sozinha. Pelo contrário. Fui lendo, fui ouvindo o “murmúrio” das ondas, fui recordando outros momentos, outras épocas, outras companhias e sentindo-me viva, feliz, completa.

Não me lembro da minha vida sem a companhia dos livros. Mas tenho a noção e a prova do ponto de viragem, de quando tudo começou – no 3º ano da Escola Primária, no 2º período, no chamado Boletim de Informação ao Encarregado de Educação, a minha querida professora Maria do Céu escreveu na Apreciação Global:

A minha mamã não se fez rogada e seguiu o conselho da professora. Por tal, só posso agradecer às duas, sobretudo à minha “Bertininha” que acompanhou e financiou os meus anos de criança, adolescente, jovem devoradora de livros.
Com os livros nunca estou sozinha. Entre folhas, páginas, parágrafos e palavras encontro a companhia perfeita, viajo sem sair do conforto do meu ninho (seja ele o meu lugar no sofá, o meu lado da cama ou uma rocha perdida num areal de primavera), converso com as mais variadas pessoas (encarnadas em personagens de todos os países, de todas as cidades, de todas as idades, de todas as ideologias, de todas as religiões), entendo melhor o mundo e as pessoas que me rodeiam e sobretudo sei que os livros abrem-me as portas dos sonhos e do melhor que podemos levar desta jornada.
Por tudo isto, mais uma vez o afirmo – eu não conseguiria viver sem os meus livros. Eles são uma parte demasiado importante de mim mesma, não me saberia definir sem eles.

Agora que partilhei (uma vez mais) o significado que os livros têm para mim, espero que o façam também, comigo ou com quem preferirem J