Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras partilhadas com o filhote. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras partilhadas com o filhote. Mostrar todas as mensagens

Missão Impossível, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


Ficha técnica
TítuloMissão Impossível
Autoras – Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Editora – Fundação Jorge Álvares
Páginas – 96
Data de leitura – de 28 a 31 de dezembro de 2017

Opinião
O mais novo da casa trouxe da escola várias tarefas para fazer durante as férias natalícias. Uma delas consistia em ler Missão Impossível para, em janeiro, participar no Concurso Nacional de Leitura destinado aos alunos de sexto ano.
Foi lendo um capítulo por dia e ia comentando que a parte inicial lhe havia parecido bastante confusa – “Não conseguia entrar na história, mãe. Não estava a entender de que é que se tratava” –, mas que, à medida que ia avançando na narrativa, estava a gostar mais e que o desenlace foi a sua parte favorita.
A seguir ao Natal, peguei eu na obra e fui lendo-a ao mesmo tempo que lia os contos de Desnorte. Entendi por que razão o primeiro capítulo tinha sido difícil de compreender para o meu filhote – múltiplas ações encadeadas, mistura de realidade com fantasia, saltos temporais e alguma informação histórica, climatérica e espacial em catadupa. Fui conhecendo Rodrigo e os seus dois amigos, voltei a Freixo de Espada à Cinta, fiquei a saber quem foi Jorge Álvares, filho ilustre da terra e regressei aos áureos anos dos Descobrimentos, que possibilitaram ao nosso Portugal ser dono de uma grande parte do mundo e fizeram com que um simples homem do povo como Jorge Álvares pudesse enriquecer ao ponto de ter uma casa sumptuosa a milhares de quilómetros da sua terra natal, importantes negócios com a China, o Japão e a Índia e receber à sua mesa de jantar personalidades célebres como Fernão Mendes Pinto. Para além de tudo isto, embarquei com o trio de amigos numa aventura extraordinária e numa missão que à partida parecia ser impossível.
Nunca fui uma admiradora de narrativas onde a fantasia predomina sobre a realidade. Nem mesmo em criança. Sendo assim, não posso afirmar que esta leitura tenha sido muito saborosa. Também constatei (uma vez mais) que aquilo que mais agradou ao meu filho foi a parte que achei que estava menos bem conseguida. Considero que o final deveria ter sido consistente com a aventura e missão de carácter impossível em que se viram envolvidos os três amigos e que o poder “do tesouro” que finalmente encontraram deveria ter sido do calibre da referida aventura e não ter apenas a dimensão “caseira” que acabou por ter. Também creio que a narrativa, as personagens, a correspondente contextualização histórica tinham “sumo” q.b. para mais desafios, mais obstáculos e mais frenesim tanto para os protagonistas como para os leitores.
Por tudo isto, vejo-me forçada a classificar esta obra com uma pontuação inferior à que o meu filho lhe atribuiu. Para ele, Missão Impossível tem motivos suficientemente interessantes para dar-lhe um 8/10. Na minha opinião, um 6/10 será a avaliação mais justa.
E assim se resume a última leitura partilhada em 2017 com mais pequeno da casa. Venham muitas mais, porque proporcionam-nos momentos deliciosos e só nossos!

Sinopse
«Partindo de uma garrafa de porcelana azul e branca da China encomendada por Jorge Álvares em 1552, de que a Fundação Jorge Álvares é proprietária e pode ser vista no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, as autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada desenvolvem no livro, destinado à mesma faixa etária da Biblioteca Digital, uma aventura em que ressalta a vida de Jorge Álvares no Oriente naquela época, os seus amigos bem como as lendas e os animais míticos chineses.

Desta edição, não comercial, foram em 2014 oferecidos pela Fundação Jorge Álvares vinte seis exemplares a cada biblioteca de todas as escolas do país, constituindo um importante instrumento para fomentar o conhecimento da história, cultura e lendas da China e de Macau, bem como para a organização na escola de trabalhos de grupo.»

Os Piratas - Teatro, de Manuel António Pina


Ficha técnica
TítuloOs Piratas - Teatro
Autor – Manuel António Pina
Editora – Porto Editora
Páginas – 96
Data de leitura – 29 de setembro de 2017

Opinião
Esta foi a quarta e última obra que o D. teve que ler como “trabalho” para férias. Não a lemos ao mesmo tempo, ele leu-a antes de as aulas começarem, eu só lhe peguei no final do mês de setembro.
Não sou a adepta mais ferrenha do género dramático, prefiro o texto corrido em poder de um narrador que não necessita de recorrer a indicações cénicas entre parênteses ou em itálico para informar o leitor onde e quando se passa a ação ou quais as movimentações ou reações das personagens. Porém, não deixo que essas minhas preferências me impeçam de ler uma obra dramática, sobretudo se a posso partilhar com o filhote.
Os Piratas são de leitura obrigatória para um aluno que frequente o sexto ano. Compreendo que o seja se destacarmos a trama, as personagens e as reviravoltas típicas de uma obra juvenil, com aventura, suspense, mistério e protagonistas da mesma faixa etária do público-alvo. Confesso que, ao ler as páginas iniciais, senti um frémito muito semelhante ao que sentia quando tinha os meus dez, onze, doze anos e devorava as coleções de Enid Blyton. Esse frémito foi mantendo-se ao longo da narrativa, mas deu lugar a alguma incredulidade e desapontamento quando a terminei, porque muitas questões ficaram sem resposta. Ficou no ar a sensação de que o final não corresponde em absoluto ao resto da história, parece que esta foi arrematada à pressa, “às três pancadas” e um aluno de onze anos não tem “bagagem” suficiente para compreender se tudo o que leu até ao momento final foi um sonho ou foi real.
Soube depois de ter terminado a leitura da obra que esta foi uma adaptação ao género dramático feita pelo próprio autor. Na minha opinião, não foi uma adaptação muito bem sucedida, pois todos os elementos atrativos que a compõem mereciam um final muito melhor do que aquele que a referida adaptação nos oferece. As personagens são cativantes, mas acho que qualquer leitor quer, como eu, saber o que lhes passou, quer saber se Robert foi de verdade raptado pelos piratas, quer conhecer melhor a Ana, o Manuel, a sua mãe, quer que desenvolvam a narrativa até que esta lhe providencie todas as respostas às perguntas que vai deixando no ar, sobretudo à principal – terá sido tudo sonho ou realidade?
 Por tudo o que referi, considero, sobretudo como mãe e leitora muito assídua, que a escolha desta obra para leitura obrigatória de sexto ano não foi a mais acertada. Há tantas, mas tantas obras publicadas para esta faixa etária, que se torna um pouco difícil entender por que razões elegeram esta, com personagens complexas, sem contornos claros e uma narrativa também ela ambígua. Resta-me esperar para ver como a abordará a professora nas aulas e se essa abordagem esclarecerá algumas das dúvidas que não são apenas minhas, como é óbvio.

NOTA – 06/10 (a nota reflete a minha opinião)


Sinopse
E se, de repente, te visses a bordo de um navio de piratas? Não fazes ideia de como foste lá parar, só sabes que tens de salvar a tua mãe, mas o Capitão toma-te por um dos seus grumetes… No meio do desespero, acordas e pensas que tudo não passou de um terrível pesadelo. Mas logo te apercebes que ainda trazes na cabeça o lenço vermelho de pirata… Terá sido sonho ou realidade?

Ulisses, de Maria Alberta Menéres


Ficha técnica
TítuloUlisses
Autora – Maria Alberta Menéres
Editora – Edições ASA
Páginas – 68
Datas de leitura – de 12 a 16 de setembro de 2017

Opinião
Esta foi a terceira leitura que o D. trouxe para férias e foi a que tanto ele como eu menos gostamos. Ulisses e as suas façanhas não nos conquistaram…
Reconheço que a versão infanto-juvenil deste clássico da literatura mundial está muito bem conseguido, Maria Alberta Menéres aproximou-o à faixa etária dos miúdos da idade do meu, usando uma linguagem muito acessível e resumindo em pouco mais de cinquenta páginas as múltiplas aventuras do protagonista de Odisseia, de Homero. Contudo, ou seja porque narra uma realidade muito distante da que o meu filho vive ou porque essa realidade convive muito de perto com um mundo efabulado ou ainda porque a Antiguidade Clássica nunca me atraiu, sentimos que o que lemos não é apelativo, não nos diz nada e muito dificilmente será recordado por razões que não aquelas que estão associadas à obrigatoriedade da sua leitura para a disciplina de Português.
Sendo assim, apesar de admirar o trabalho importantíssimo que Maria Alberta Menéres tem levado a cabo em prol da literatura, não sou capaz de recomendar esta leitura. É muito provável que haja leitores que se entusiasmem e se maravilhem com as proezas de Ulisses, mas infelizmente nem eu nem o meu pequenote fazemos parte deles…
Venha a próxima leitura!

NOTA – 05/10


Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Foi Homero, poeta grego, quem contou no seu livro Odisseia as façanhas de Ulisses, rei de Ítaca, adorado por todos os que o conheciam.
Muitas e estranhas foram as viagens que fez à volta do mundo de então e de si próprio. A sua fama correu de boca em boca e todos o consideravam como o mais manhoso dos mortais e o mais valente marinheiro.
Grande parte da sua vida, passou Ulisses navegando de aventura em aventura, por entre Ciclopes e Sereias encantatórias ou tentando libertar-se da misteriosa Feiticeira Circe para regressar à sua fiel Penélope. Diz-se que, nesses tempos de antigamente, não houve homem que mais sofresse e mais feliz fosse do que o espantoso Ulisses

Pedro Alecrim, de António Mota


Ficha técnica
TítuloPedro Alecrim
Autor – António Mota
Editora – Edições ASA
Páginas – 112
Datas de leitura – de 22 de agosto a 02 de setembro de 2017

Opinião
Pedro Alecrim trouxe-me recordações, trouxe-me histórias que fui ouvindo ao longo dos anos, de crianças que tiveram que crescer demasiado depressa, mas que, mesmo assim, não se libertaram de resquícios da inocência e pragmatismo que dão cor à infância.
Um menino que vive numa aldeia, longe da escola onde frequenta o sexto ano: um menino que não tem muito tempo para fazer os deveres ou para estudar porque, mal chega a casa, tem que pousar a mochila e ajudar os pais nas lidas do campo e no trato dos animais. Um menino que, mesmo assim, não é um mau aluno, mas que não consegue entender muito bem para que lhe servirá no futuro as matérias que aprende em aulas dadas por professores algo enfadonhos e distantes. Um menino que ama a terra e os animais (excetuando as toupeiras, ratos, ratazanas, cobras e outros que não fazem falta nenhuma ao mundo), que anda muitas vezes às turras com os irmãos mais novos, que adora “perder-se” em conversas e brincadeiras com o seu amigo Nicolau, que odeia quando este troça do seu apelido e o associa à canção “Alecrim aos molhos” e que adoraria ter dito ao pai que gostava muito dele, mas que apenas conseguiu ficar plantado, junto à sua cama, a olhar para nenhures. Um menino como outro qualquer. Diferente dos meninos de hoje em dia, diferente do meu filhote, com uma vida e umas prioridades distintas, porém, tão semelhante aos de hoje em dia, na sua inocência, na sua frontalidade, no seu pragmatismo.
Gostei imenso de ler este livro, como gostei imenso de ler outras obras de António Mota. Poderão dizer que são obras datadas, de tempos que já não existem, mas as suas personagens são intemporais, são humanas e, mesmo que sejam crianças que não tenham telemóveis ou tablets como apêndices das suas mãos, são crianças, iguais às deste século ou às de séculos passados. A sua mensagem continua a chegar-nos e a fazer sentido – a mim para quem a lida do campo sempre foi familiar e ao meu filhote que nunca tratou de uma galinha, de uma vaca ou de um cavalo e que nunca soube o que é necessário fazer para regar um campo.
Esta foi a segunda leitura de férias do D. Ambos estamos de acordo que provavelmente será a melhor e que António Mota continuará a ser um autor muito querido para os dois.
Recomendadíssima!

NOTA – 09/10 (a nota reflete a minha opinião)

Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Pedro Alecrim reparte os seus dias entre a escola, as brincadeiras com os amigos e o trabalho no campo para ajudar a família. Pedro gosta de andar na escola, embora se interrogue sobre a utilidade de algumas matérias e nem sempre aprecie o feitio de alguns professores. Os dias vão passando, com sonhos, alegrias e tristezas. A morte do pai alterará tudo. Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e jovens.

As Naus de verde pinho, de Manuel Alegre


Ficha técnica
TítuloAs Naus de verde pinho
Autor – Manuel Alegre
Editora – Publicações Dom Quixote
Páginas – 20
Datas de leitura – 20 de agosto de 2017

Opinião
O D. trouxe trabalhinho para férias – terá que ler até ao início das aulas as quatro obras de leitura obrigatória para a disciplina de Português. Após uns meses de merecido descanso, começámos ontem a maratona literária e arrancámos com a obra mais curtinha, feita de estrofes e ilustrações.
As naus de verde pinho, escritas por Manuel Alegre e ilustradas pelo seu filho, trazem-nos um dos episódios mais marcantes dos nossos Descobrimentos - a dobragem do Cabo das Tormentas.
Tal como n' Os Lusíadas e na Mensagem, acompanhamos a viagem de Bartolomeu Dias e o seu "embate" com um Cabo simbolicamente representando por uma nuvem negra, monstro perneta e ameaçador. Voltamos a encher o peito de orgulho luso ao ouvir o grande Capitão afirmar sem temor algum que está ali em nome do povo português, que nada o fará demover da sua missão e que continuará a avançar por mares nunca até aí navegados para poder mostrar ao mundo a fibra da alma lusitana.
A obra, como se depreende pelo título, evoca igualmente o papel fundamental de D. Dinis, o rei das trovas e das cantigas de amigo, o rei que encheu a costa do centro do país de verdes pinhos que possibilitaram a construção das caravelas, das naus que levaram os bravos lusos "ao outro lado/ ao ali ao longe ao lá/ ao cabo nunca dobrado".
Por fim, esta pequenina narrativa poética relembra-nos que o sonho comandou a vida destes descobridores e comanda a vida de todos nós:
"Sempre que em teu pensamento
o verde pino florir
abre os teus sonhos ao vento
porque é tempo de partir."

Recomendo-a para miúdos, pois é de leitura fácil, as rimas ficam no ouvido, as ilustrações muito boas e recordam assim conhecimentos que vão adquirindo nas aulas de História ou de Estudo do Meio. Recomendo-a também para graúdos porque as rimas de Manuel Alegre têm uma musicalidade notável, abordam momentos da nossa História que nos deixam com o orgulho em alta e porque não é possível ficarmos indiferente ao apelo final da obra, presente na estrofe que transcrevi no parágrafo anterior.

NOTA – 08/10 (a nota reflete a minha opinião)

        
         Sinopse
         Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Um belo poema sobre os Descobrimentos, no primeiro livro para a infância de Manuel Alegre, que mereceu o Prémio António Botto 1998. Ilustração de Afonso Alegre Duarte.

Tempo de descontos, de Gerard van Gemert


Ficha técnica
TítuloTempo de descontos
Autor – Gerard van Gemert
ColeçãoOs heróis do futebol – volume IV
Editora – Editora Nacional
Páginas – 160
Datas de leitura – de 01 a 08 de junho de 2017 / Filhote – de 25 de janeiro a 19 de fevereiro de 2017


Opinião
A febre por histórias e coleções cujo enredo rola pelos campos da bola continua em alta aqui em casa. O filhote segue com entusiasmo, de olhos postos nas páginas, seguindo com o dedito todas as peripécias dos protagonistas de Os heróis do futebol e a mãe sente o peito a encher-se de orgulho sempre que se depara com o seu pequenote, sentadinho no sofá, de livro nas mãos e a vibrar com as descrições de jogos de futebol, as aventuras em que se envolvem os amigos inseparáveis Rodrigo e Rafael e a forma como a sua amizade ultrapassa todos os obstáculos que aparecem de volume em volume.
Neste que se intitula Tempo de descontos, os dois jovens integram pela primeira vez o plantel da famosa Seleção de Juvenis do Atlético’69. Contudo, a integração, como era de esperar, não é fácil, há outros jovens que aspiram a alcançar o mesmo sonho, mas, como já nos vêm habituando, Rafael e Rodrigo entram no campo com espírito de campeões, com o espírito daqueles que suam a camisola e dão tudo o que têm e não têm.
Paralelamente a este desafio futebolístico, há outros que se intrometem e, novamente, encontramos o destemido Rodrigo e o cauteloso Rafael enfiados numa aventura que envolve uma casa que parece estar assombrada. Para além disso, o nosso apaixonado Rafael vai sofrer o primeiro desgosto amoroso.
Antes de escrever esta opinião, perguntei ao meu D. que escreveria ele se eu lhe pusesse o computador nas mãos e lhe pedisse para tentar mostrar a todos os gaiatos da idade dele o quanto eles têm que ler esta coleção, mesmo que não sejam tão doidinhos por futebol como ele. Ele, na realidade, não se sentou em frente ao computador, mas foi-me dizendo algumas razões pelas quais continua a adorar esta coleção e a dar a cada um dos volumes a nota máxima. Termino então esta opinião com as ideias do meu pimpolho, já que ela é mais da responsabilidade dele que minha:
“Este volume é fixe, porque o Rodrigo e o Rafael conseguem finalmente jogar na mesma equipa que o seu ídolo, Berto Torres, a equipa que acabou de ganhar a Liga dos Campeões. Eles vão ter algumas dificuldades em ser titulares, sobretudo o Rafael, porque há outro avançado que quer jogar sempre e que o trama muitas vezes.
Gostei muito deste volume, como gostei dos outros, porque gosto muito dos dois amigos. Prefiro o Rodrigo, porque ele é muito corajoso e não tem medo nenhum de se meter em aventuras perigosas. Mas, por outro lado, prefiro o Rafael já que ele é mais calmo e só “anda à bulha” quando tem mesmo que ser, enquanto o Rodrigo perde a paciência muito facilmente.
Já disse algumas vezes à minha mamã que às vezes não entendo muito bem “o relato” (as descrições) do jogos de futebol, não percebo todas as jogadas, como é que a bola chega ao avançado, os passes, as fintas, mas mesmo assim, continuo a adorar esta coleção e a dar a todos os volumes 10 em 10, porque são TOP!”

NOTA – 10/10 (obviamente, porque assim o diz o mais pequeno cá de casa)

Sinopse

São tempos difíceis para os Heróis do Futebol. Rafael e Rodrigo têm dificuldades na sua primeira época no Atlético’69. O seu ídolo, Berto Torres, está tão em baixo de forma que se coloca a questão de não ser selecionado para o decisivo jogo de qualificação para o Campeonato Mundial. A equipa de futebol escolar sofre uma onda de lesões. Na moradia, junto ao campo de treino, acontecem coisas estranhas e, para agravar tudo, Filipa, a namorada de Rafael, mostra-se muito distante. Será que Rafael e Rodrigo conseguem vencer todos os obstáculos? 

Manobra Tática, de Gerard van Gemert


Ficha técnica
TítuloManobra Tática
Autor – Gerard van Gemert
ColeçãoOs Heróis do futebol – volume III
Editora – Editora Nacional
Páginas – 160
Datas de leitura – de 24 a 27 de fevereiro de 2017 / Filhote – de 26 de dezembro de 2016 a 20 de janeiro de 2017


Opinião
Finalmente consegui (neste mês de fevereiro que tem sido de muito trabalho…) um tempinho para enfiar entre leituras “dos grandes” a leitura do volume III desta coleção que tanto agrada ao filhote.
Como já referi na opinião respeitante aos volumes anteriores, não é possível ler com o D. – ao mesmo tempo, página a página – as aventuras futebolísticas de Rodrigo e Rafael. Mas isso não impede que seja uma leitura partilhada porque, sempre que me vê com “os seus livrinhos” na mão, o D. vai perguntando se estou a gostar, em que parte vou, etc.
Já abordei estas leituras partilhadas com outras mães e todas somos unânimes em afirmar que são momentos preciosos de cumplicidade e amor. São igualmente uma “manobra tática” para que o gosto pela leitura se cimente nos mais novos e consiga marcar pontos na luta “desigual” que diariamente se combate (em todas as casas) contra as tecnologias. Há assim que procurar, na infinita oferta de literatura infantil e juvenil, obras que se debrucem sobre aquilo que despoleta um brilho especial no olhar dos nossos filhotes. No caso do meu é o futebol e, como tal, a estante do D. continuará a engordar com mais números desta coleção e de outras.
Neste terceiro volume de Os heróis do futebol, a estratégia mantém-se: a narrativa retoma os acontecimentos que encerraram o volume dois. Rodrigo e Rafael foram selecionados para participar nos treinos que decidirão quem fará parte dos escolhidos para defenderem as cores nacionais no Campeonato Europeu de Juvenis. O futebol e a linguagem deste desporto-rei são, como é óbvio, o elemento principal que dá cor, entusiasmo e suspense às 160 páginas da obra e, se no volume anterior os dois inseparáveis amigos se haviam visto envolvidos num mediático rapto, neste tão-pouco se concentrarão apenas no que se passa dentro das quatro linhas de um relvado. E mais não digo.
Volto a referir que mesmo para mim, que não deliro tanto com o futebol como o meu pequenote, não é nenhum sacrifício continuar a ler esta coleção e que só me resta, tal como o fiz para os outros volumes, recomendar este vivamente. O D. considerou-o TOP!

NOTA – 10/10

Sinopse
Rafael e Rodrigo participam no campo de treino que visa escolher os melhores jogadores juvenis para a Seleção Nacional que participará no Campeonato Europeu de Futebol, em Barcelona! Será lá que, na mesma altura, O Atlético’69 jogará a final da Liga dos Campeões. Para poderem assistir, os rapazes terão de mostrar o que valem no relvado. Será que vão conseguir?
Durante o campo de treino, Rafael e Rodrigo veem-se envolvidos num escândalo e para denunciar os culpados põem em perigo a sua participação no Campeonato… Será que esta aventura vai ter um final feliz?

Jogo Perigoso, de Gerard van Gemert


Ficha técnica
TítuloJogo Perigoso
Autor – Gerard van Gemert
ColeçãoOs Heróis do futebol – volume II
Editora – Editora Nacional
Páginas – 160
Datas de leitura – de 19 a 20 de janeiro de 2017 / Filhote – de 26 de novembro a 26 de dezembro de 2016

Opinião
O meu filhote continua a desbravar entusiasticamente as páginas desta coleção. Na altura em que escrevo esta opinião ele já leu o volume III e está a ler as primeiras páginas do IV. Tudo por amor ao futebol e, para orgulho da mamã, à leitura!
Neste volume, voltamos ao convívio de Rodrigo e Rafael, os dois inseparáveis amigos cuja equipa – F. C. Lobitos – acompanha o Atlético 69 na viagem que esta formação sénior faz até Londres para jogar a segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões. Será então em terras de Sua Majestade que os nossos protagonistas viverão uma aventura perigosíssima ao mesmo tempo que fazem o gosto ao pé e assistem a uma partida emocionante que decidirá se a equipa de Berto Torres alcançará o feito inédito de disputar a final da mais importante competição europeia de futebol.
Não foi possível, mais uma vez, ler ao mesmo tempo que o D. esta obra. Porém não quis deixar de a ler, não só porque o meu filhote adora que eu leia o que ele lê, mas também porque a curiosidade me obrigou a fazê-lo. Como referi na opinião que escrevi sobre o volume I (podem lê-la aqui), esta coleção é muito interessante e não é sacrifício nenhum continuar a seguir as peripécias de dois amigos completamente doidinhos por futebol e cujos comportamentos são típicos de adolescentes enérgicos, vivaços e de muito boa índole. Admito que não li com sofreguidão as passagens relacionadas com descrições de passes, de dribles e de outras manobras táticas, mas segui com gosto a cumplicidade de Rodrigo e Rafael, as travessuras do primeiro e a tranquilidade do segundo, a amizade que os une, as primeiras pisadas de Rafael no difícil campo do amor e todo o ambiente jovial que o autor tão bem soube criar.
Agora resta-me arranjar um bocadinho de tempo para ler o volume III e trocar impressões sobre o mesmo com o meu filhote que, uma vez mais, teve que dar nota máxima tanto a esse volume como a este.
Para concluir, relembro que tanto eu como o mais novo cá de casa aconselhamos vivamente a leitura desta coleção, pois tem tudo para cativar miúdos e graúdos.

NOTA – 10/10

Sinopse

O FC Lobitos é o único clube amador que participa na luta pelo Campeonato Nacional. O patrocinador do clube recompensou os jogadores com uma viagem a Londres onde vão assistir à meia-final da Liga dos Campeões entre o Petchwood United e o Atlético’69. O que devia ser uma viagem tranquila transforma-se num autêntico pesadelo. Rafael e Rodrigo vão ver-se envolvidos num perigoso jogo de intrigas e corrupção. Felizmente podem recorrer às suas qualidades futebolísticas para tentar salvar a situação, acabando por ter mais influência no resultado da meia-final do que alguma vez acharam possível.

A fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen


Ficha técnica
Título – A fada Oriana
Autora – Sophia de Mello Breyner Andresen
Editora – Porto Editora
Páginas – 96
Datas de leitura – de 18 a 31 de dezembro de 2016


Opinião
Como trabalho de casa para férias, a professora de português do D. pediu-lhe que lesse uma das obras de leitura obrigatória que faz parte do programa de quinto ano.
Como é habitual, o filhote sondou de imediato a mãe para uma leitura em conjunto. Acedi de bom grado, não só porque ler na companhia do D. são momentos de cumplicidade, de ternura e de partilha de conhecimentos, como também me permitem acompanhar de perto esta etapa da vida escolar do meu pimpolho.
A leitura foi fluindo com um parágrafo lido à vez e com esclarecimentos de dúvidas de significado de palavras mais difíceis. Fomos percorrendo a floresta e a cidade seguindo os passos da fada Oriana e conhecendo as pessoas, os animais e as plantas que se iam cruzando com ela e em cujas vidas Oriana, com a sua varinha de condão, ia deixando um pouco de alívio, de companhia, de comida, de dinheiro e de conforto. O carinho pela pequenina fada foi consequentemente crescendo, o que levou a que o meu filhote se angustiasse perante os contratempos que a protagonista da obra teve que ultrapassar para amadurecer e reconhecer o papel de suma importância que uma fada tem nas vidas dos que habitam a sua floresta.
Não posso dizer que tenha ficado deslumbrada com a leitura, suspeito que o meu filhote também não. Mas consigo reconhecer que, linguisticamente, é um livro adequado à faixa etária de um aluno de quinto ano, pois a linguagem é bastante acessível, as frases e os parágrafos são curtos e abundam exemplos que se revelarão muito úteis para o estudo das características do texto narrativo e de alguns recursos estilísticos como a personificação. Contudo, continuo a insistir que, se o Ministério de Educação não alargar os seus horizontes e incluir no mapa das leituras obrigatórias obras mais atuais e que vão ao encontro de crianças que vivem em plena era tecnológica, não contribuirá para que essas mesmas crianças ganhem aquele gostinho tão saboroso pelo mundo dos livros e das leituras.
Resumindo, o trabalho para férias foi feito. A obra foi lida e saboreada. O D. já pode regressar ao mundo do futebol, do Rodrigo e do Rafael e aos seus Heróis do futebol!

NOTA – 08/10

Sinopse
Dizia Sophia que as fadas são seres da natureza. Queria com isto lembrar que elas nascem da nossa capacidade de atribuir vida, vontade e intenções ao mundo da natureza.
Em A Fada Oriana, encontramos o dom da proteção sobre os seres mais frágeis que vivem numa floresta, encontramos as tão humanas oscilações entre a solidariedade, o sentido da responsabilidade e o egoísmo e a vaidade. Encontramos, como é próprio de muitos contos tradicionais e para a infância, as peripécias de uma luta entre o bem e o mal.
Livro Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
5º Ano de Escolaridade

Leitura Orientada

Luta pela taça, de Gerard van Gemert


Ficha técnica
Título – Luta pela taça
Autor – Gerard van Gemert
Coleção – Os heróis do futebol – volume I
Editora – Educação Nacional
Páginas – 159
Datas de leitura – de 01 a 18 de novembro de 2016

Opinião
Esta é a coleção que tem aberto ao meu filhote as portas para o entusiasmo que provoca a leitura em cada um de nós. Esta é a coleção que faz com que o D. me peça “Mamã, por favor, deixa-me ler mais um capítulo!” quando eu lhe digo que são horas de ir para a cama. Esta é a coleção que arrasta o meu D. para o sofá e o faz esquecer por uns longos minutos os FIFA 2016, os vídeos do Youtube ou outras tentações tecnológicas. Esta é a coleção que faz nascer aquele brilhozinho nos seus olhos e que espero que nunca mais se apague.
Como é visível pela capa e pelo título da coleção e deste primeiro volume, tudo o que diz respeito a estes livrinhos escritos por um autor completamente desconhecido cá em casa está associado ao futebol. Neste volume inicial, travamos conhecimento com os protagonistas, Rodrigo e Rafael, dois adolescentes que, para além de serem amigos inseparáveis, frequentam a mesma escola, a mesma turma, moram perto um do outro e treinam na mesma equipa de futebol – o Futebol Clube Lobitos. Rodrigo é intempestivo, desafiador, não tem medo de nada e “ferve em pouca água”. Por sua vez, Rafael é mais ponderado, pesa os prós e os contras antes de se envolver em alguma situação mais complicada e está sempre pronto a ajudar o amigo a desenvencilhar-se dos apuros em que frequentemente se encontra. Ambos são completamente apaixonados pelo futebol e, para além de almejarem ser campeões pelo seu clube, seguem religiosamente “as andanças” de outra equipa – O Atlético 69 – que pela primeira vez atingiu as meias-finais da Liga dos Campeões.
Ora, para um miúdo viciado pelo desporto-rei como é o meu filhote, este livro não poderia ser mais perfeito. Grande parte da sua narrativa passa-se dentro das quatro linhas, com descrições vivas e excitantes de treinos e sobretudo de jogos de futebol, onde não faltam adrenalina, movimentações táticas, faltas, lesões, golos e vitórias das equipas que são, desde o início, as favoritas de qualquer leitor.
Contudo, Luta pela taça não aborda apenas o mundo do futebol. Leva o leitor a conhecer a união e cumplicidade entre grandes amigos, a sentir uma imediata empatia por Rodrigo e Rafael e uma clara antipatia pelos seus oponentes / inimigos, a compreender o que são boas e más ações, que as primeiras são recompensadas e as segundas castigadas e leva o leitor a seguir apaixonadamente uma história bem tecida, muito gira, muito fixe e que possui todos os ingredientes para que o entusiasmo inicial não arrefeça e faça que os pequenotes insistam com os pais/familiares para que lhe comprem o volume seguinte o mais rápido possível. Cá em casa já habita o segundo volume (que entretanto já foi lido pelo D.) e o Pai Natal (disfarçado de primo T.) encarregou-se de deixar debaixo do pinheirinho os volumes três e quatro.
Termino com as palavras do D. – “Este livro merece nota 10, porque é bué da fixe, li-o com muita atenção e adorei conhecer o Rodrigo e o Rafael. É um livro muito interessante, porque é sobre futebol, parece que estou na bancada a ver os jogos do FC Lobitos e do Atlético 69. Todos aqueles que adoram futebol como eu devem ler esta coleção. Leiam-na 😊.”

NOTA – 10/10

Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
Os dois jovens heróis do futebol: Rafael e Rodrigo do FC Lobitos estão envolvidos numa luta ferrenha com os seus grandes rivais: os "E.T.’" - nome que dão aos jogadores do Desportivo Galácticos. Travam uma luta pelo campeonato e por muito mais! Quando os "E.T.’" roubam a bola de Rodrigo, os Lobitos acabam por fazer uma descoberta surpreendente, que lhes causa sérios problemas… Que aventuras esperam por esta dupla de amigos? Será que Rafael e Rodrigo vão continuar a ser os heróis do futebol? Rafael conseguirá conquistar o coração da bela Filipa? Ou ela continuará a vê-lo como o amigo do irmão mais novo?