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Balanço | Maratona Literária - Bookbingo Leituras ao Sol 2


Olá!

Deixo-vos o balanço da maratona literária - Bookbingo Leituras ao sol 2. Como podem ver pela imagem do vídeo, eu fiz BINGO! Adorei a experiência e quero muito repeti-la!
E vocês? Participaram nesta maratona ou participaram noutra? Partilhem comigo não só isso como também se gostaram deste vídeo/balanço, se já leram alguma das obras que me permitiram completar o cartão ou se ficaram com vontade de ler alguma! Deixem um comentário aqui ou nos "youtubes", onde quiserem, mas façam-no!
Beijinhos e leituras muito saborosas!




El invierno en tu rostro, de Carla Montero



Ficha técnica
TítuloEl invierno en tu rostro
Autora – Carla Montero
Editora – Penguin Random House
Páginas – 766
Datas de leitura – 24 de julho a 01 de agosto de 2018

Opinião
Voltei às leituras em espanhol e com um dos maiores e esteticamente mais bonitos calhamaços que “enchem” a minha estante. E, como acontece quase sempre que leio na “minha segunda língua”, recuei no passado e “aterrei” nos anos mais negros da História recente de Espanha.
A narrativa arranca em junho de 1927 e entramos na casa humilde da família de Lena e Guillén Álvarez, dois adolescentes que pertencem à mesma família porque os seus pais se casaram um com o outro depois de enviuvarem. Vivem nas escarpas dos Pirenéus uma infância recheada de muito trabalho, alguns tabefes, e religiosidade rigorosa que é subitamente abalada por um avião francês que se despenha. É Guillén, pastor de cabras, que acaba por descobrir o local exato onde perderam a vida os aviadores e será por essa descoberta que a viúva de um deles o quererá recompensar, levando-o consigo para França e dando-lhe, assim, uma educação e condições de vida às quais ele nunca poderia aspirar se se mantivesse em casa da sua família. Quem mais sofre com essa ida é a sua mãe, Balbina, e Lena, a irmã com quem Guillén tinha uma maior proximidade.
Os anos passam, Guillén transforma-se num jovem culto, educado e que se move habilmente na alta sociedade. Tem uma vida quase perfeita, que augura um futuro muito promissor e até as estrelas do amor estão ao seu lado quando compreende que o amor que sente por Lena lhe é correspondido. Contudo, estala a Guerra Civil em Espanha e este horrível conflito levá-los-á a defender ideais opostos e a posicionar-se nos dois lados contrários da contenda. Essa cisão não se limitará à guerra espanhola e estender-se-á nos anos consequentes levando-os, a ele como membro da Resistência francesa, espião e outros mesteres e a ela, como enfermeira da Divisão Azul e da Cruz Vermelha, a participarem na Segunda Grande Guerra.
El invierno en tu rostro fez-me viajar por todos esses anos dolorosos de morte e sofrimento. Levou-me a vários locais de Espanha, França, Alemanha, Rússia, Polónia e Tânger. Possibilitou-me uma convivência deveras interessante com um leque muito variado de personagens fictícias e reais. Porém, senti que a vasta experiência que tenho de leituras relacionadas com estes temas bélicos “ensombrou” a minha estreia nas letras desta autora e fez com que não me tivesse entregado de corpo e alma à história dos “hermanastros”, ao amor que os ligava e, principalmente, a uma narrativa primorosamente bem documentada e baseada em testemunhos verídicos.
Numa espécie de posfácio, Carla Montero explica o quão foi para si especial escrever El invierno en tu rostro. Partilha connosco que a correspondente narrativa germinou de muitos testemunhos de familiares seus que viveram em primeira mão os anos sangrentos da Guerra Civil e de acontecimentos verídicos, como a queda do avião francês nos Pirenéus. É perfeitamente visível, nas suas palavras, que o processo de criação da obra e a correspondente publicação foram muitíssimo especiais e compreendi que à autora aconteceu-lhe o mesmo que me acontece a mim quando vibro com um esmagador frenesim com uma leitura em particular e acabo por escrever um texto longuíssimo com a respetiva opinião. O assunto é-nos tão caro, tão nosso, que queremos à viva-força partilhá-lo, falando de tudo, de todos os pormenores que nos deliciaram e não nos damos conta que, por vezes, o que é demais molesta… Foi precisamente isso que se foi instalando em mim à medida que a leitura ia progredindo. Como já referi, a documentação histórica é preciosa, a contextualização também, mas estamos perante uma narrativa de ficção, que arranca com uma entusiasmante história de amor que acaba, infelizmente, por perder bastante protagonismo face a todo o lado histórico da trama. Sim, sei que é um romance histórico, mas se a autora lhe tivesse cortado algumas páginas onde abundam reviravoltas e pedaços de História, a leitura teria sido mais fluída e mais entusiasmante…
Resumindo e para não me alongar demasiado 😉, não posso dizer que não tenha gostado desta leitura. Gostei, mas sei que poderia ter gostado mais. No entanto, pretendo, se a oportunidade surgir, ler mais obras da autora, porque Carla Montero escreve muito bem e mostra ter em si tudo o que é necessário para criar uma bela história.
Sei que esta obra não está traduzida nem publicada no nosso país. Por isso, recomendo-a a quem se move bem nas letras espanholas e tenha um fraquinho por literatura mais histórica.

Esta foi a sétima leitura que fiz para a maratona literária – Bookbingo – Leituras ao sol 2 e foi para a categoria Livro escrito por uma mulher.

NOTA – 07/10

Sinopse
Aventura, amor y guerra en el tablero de ajedrez del cruento siglo XX: la novela más personal de la autora de La Tabla Esmeralda.
 En un pueblo de montaña los hermanastros Lena y Guillén viven una existencia sencilla y tranquila. Ambos están muy unidos y apenas conciben la vida el uno sin el otro. Sin embargo, algo tan inesperado como extraordinario sucede y se ven obligados a separarse. Con los años y la distancia aquella complicidad infantil se convierte en amor juvenil alimentado con un encuentro esporádico y cientos de cartas.
El estallido de la Guerra Civil sorprende a Lena en Oviedo y a Guillén en Francia, quien, angustiado por la suerte de la mujer que ama, inicia un arriesgado viaje a través de un país asolado por la contienda para reunirse con ella. Sin embargo, la guerra pone a prueba su amor: Lena se ha convertido en enfermera voluntaria del bando sublevado y resiste en una ciudad sitiada por las fuerzas republicanas; Guillén forma parte de esas fuerzas que estrangulan la ciudad.
Más tarde, Lena y Guillén vivirán de primera mano los acontecimientos de la Segunda Guerra Mundial y seguirán en bandos opuestos: él en la resistencia contra el nazismo y ella como enfermera de la División Azul. Y aunque sus destinos volverán a cruzarse tanto en la Varsovia aplastada por los nazis como en la exuberante Tánger de los años cuarenta o en el dramático escenario de la posguerra española, siempre estarán condenados a enfrentarse al mismo dilema: ¿Cómo pueden amarse cuando sus voluntades políticas y sus trayectorias vitales han tomado caminos tan distintos?

Maratona literária - BookBingo - Leituras ao sol 2



Este ano vou finalmente participar pela primeira vez numa maratona literária – yeeeeee! Já havia visto esta maratona o ano passado, mas por uma ou por outra razão, não me “inscrevi” e agora quero redimir-me dessa falha imperdoável, tentar cumpri-la na íntegra e, sobretudo, feliz fazendo uma das coisas que me dá mais prazer!
Contudo, antes de partilhar convosco as minhas escolhas para cada categoria que compõe a maratona Bookbingo – Leituras ao sol 2, informo-vos das suas regras, pois quero muito contagiar-vos e, quiçá, levar-vos também a participar nela 😊 Esta maratona está a ser organizada pela minha querida Isa, do blogue e canal Jardim de mil histórias (cliquem no nome do blogue para assistirem ao vídeo explicativo da Isa) juntamente com a Patrícia, outra blogger e booktuber. Segundo elas, este desafio decorrerá entre o dia 21 de junho e o dia 23 de setembro e está composto de 16 categorias que preenchem o cartão de bingo que deixarei algures por aqui. Para cada categoria têm que ler pelo menos um livro e poderão fazê-lo em formato físico, e-book ou audiobook. Não poderão usar o mesmo livro para mais do que uma categoria e o objetivo final é completar o cartão, isto é, fazer bingo, mas poderão apenas completar uma linha na horizontal, na vertical ou na diagonal.

Eu, como sou ambiciosa q.b., pretendo completar o cartão e ler dezasseis livros em três meses. Cinco, seis livritos por mês não deverá ser difícil e ainda por cima com um mês de férias e um horário de trabalho que não implica trazer nada para fazer em casa!!! Bom, a primeira coisa que fiz foi anotar no meu caderninho as respetivas categorias e cuscar as minhas estantes em busca de títulos, autores, prémios e capas que se adequassem às mesmas. Não foi uma tarefa muito fácil, mas entre as prateleiras de casa e as da biblioteca, hoje consegui reunir todos os livros e colocá-los nesta pilha deliciosa e de deixar qualquer um de água na boca!
Como sabem, eu resisto – e muito – a abandonar a minha mania de ler os livros por ordem cronológica de chegada às estantes, mas as categorias desta maratona obrigaram-me a pô-la de lado, ou melhor, a não respeitá-la na íntegra… Sendo assim, partilho agora os livros que selecionei, o porquê dessa selecção e ainda acrescento em qual deles estou a dar facadinhas na minha faceta de maníaca cronológica J Bora lá!



1 – Livro que tenha sido lançado no ano em que nasceu
Ora, eu tenho a belíssima idade de 43 aninhos. Nasci em 1975 (ano maravilhoso!) e depois de uma pesquisa online decidi trazer da biblioteca Sem destino, de Imre Kertész, publicado no ano em que vim ao mundo.

2 – Livro cujo título tenha as letras que componham a palavra MAR
O ano passado, em junho, a minha querida colega e compincha blogger e livrólica, Ana Sofia, ofereceu-me vários livros que iria ler muito em breve porque a ordem cronológica ditou que chegasse a junho de 2017 em junho de 2018. Sendo assim, escolhi um dos livros que a Ana me ofereceu para esta categoria – A história de um casamento, de Andrew Sean Greer.

3 – Autor português
Também oferecido pela Ana Sofia. Vou estrear-me nas letras de Jacinto Lucas Pires, com Azul-turquesa.

4 – Livro de um autor cujo nome tenha as tuas iniciais
Nesta categoria, tive que aldrabar um pouquinho, porque não encontrei nas estantes nenhum autor cujo nome tivesse as iniciais “A” de Ana e “L” de Lopes. Como tal, pensei nas iniciais dos meus nomes próprios – Ana Carla – e trouxe da biblioteca O pintor debaixo do lava-loiças, de Afonso Cruz. Acho que posso fazer este “malabarismo”, não posso, Isa?

5 – Livro escrito por uma mulher
Como nos livros por ler de junho de 2017 não tenho nenhum livro escrito no feminino, selecionei para esta categoria o único livro que recebi em julho do ano passado – El invierno en tu rostro, da espanhola Carla Montero.

6 – Livro “silly”
Não abundam na minha estante livros humorísticos ou levezinhos. Tive que recorrer às estantes que têm livros da minha juventude e primeiros anos de adulta e pegar num chicklit (agora já sei o que isto significa – ehehehe). A escolha recaiu na obra O jovem da porta ao lado, de Josie Lloyd e Emilyn Rees, do qual não me lembro de nada, mas que sei ser uma comédia romântica, bem-humorada e “silly”.

7 – Livro com apenas uma palavra no título
Na pilha oferecida pela Ana Sofia vieram dois que encaixam na perfeição – Soledad, de Raffaello Bergonse e Siddhartha, de Herman Hesse. Ainda estou indecisa sobre qual dos dois vou ler, mas estejam à vontade para dar a vossa opinião e ajudar-me na escolha.

8 – Livro que leste quando eras jovem e gostaste muito
Mais uma escolha difícil, porque há dois ou três anos reli todos os livros das coleções de Enid Blyton – Os cinco, Os sete e Mistério – e outros de outras coletâneas juvenis. Voltei a olhar com olhos de lince para as minhas prateleiras juvenis e lá me decidi por um que pertence à biblioteca juvenil da Editorial Verbo (coleção ternurentamente deliciosa!) e que sei que adorei quando era adolescente – A terra de Léa, de Claire Graf.

9 – Livro que se passe no verão
Voltamos aos livros que entraram na estante no mês de junho de 2017. Segundo a sinopse, uma parte da narrativa de Corações de pedra, de Simon Scarrow, passa-se em 1938, na ilha grega de Lefkas, onde três jovens vivem um verão perfeito, isolados dos problemas políticos que fervilham na Europa. Lá vou eu ter que ler mais um livro sobre a Segunda Grande Guerra 😋

10 – Livro com um número no título
Esta é a maior facada que vou dar nas minhas leituras cronológicas! Sim, vou ler uma obra que entrou cá em casa em maio de 2018! Sim, vou ler Meridiano 28, de Joel Neto, um habitante recém, recém-chegadinho!

11 – Livro de não-ficção
Não tenho livros novos de não-ficção, por isso vou reler uma obra que quero muito reler – O diário de Anne Frank. Também pensei reler Eu, Christiane F., mas como este está em casa da minha mamã, devo ler o de Anne Frank a não ser que esteja “cansada” do tema Holocausto + 2GM. A ver vamos.

12 – Livro que compraste pela capa
Ora aqui está uma coisa que NUNCA faço. Nunca compro um livro exclusivamente pela capa. Faço-o pela narrativa, pelo autor, pelo tema, pelo género, pela escrita, mas nunca pela capa. Assim sendo, continuo a devastar a minha estante cronológica e decido-me pela última obra que comprei de Kate Morton – Amores secretos. Uma confissão (Isa, tu fazes de conta que não leste isto): mesmo que a capa fosse banal, eu teria escolhido esta obra porque já me arrasto de saudades de ler uma história como só Kate Morton sabe criar e entrelaçar!

13 – Prémio literário estrangeiro
Voltamos ao que dita a cronologia. Vou ler A biblioteca, de Zoran Zivkovic, que comprei na FLL do ano passado e que ganhou o World Fantasy Award.

14 – Livro escrito por uma celebridade
Outra categoria difícil, pois não é algo que faço e não estava com vontade nenhuma de ler obras escritas por Júlia Pinheiro ou Fátima Lopes (sem ofensa a quem o faça, mas não são histórias que me cativem). Contudo, tinha pensado em ler O pianista de hotel, de Rodrigo Guedes Carvalho e fiquei extremamente contente (e algo aliviada) quando vi o vídeo que a Isa fez com as suas escolhas e pude constatar que ela selecionou exatamente a mesma obra para esta categoria. Resultado – muito provavelmente iremos fazer a leitura em conjunto!

15 – Livro que tenha sido publicado há mais de dez anos
Esta é a categoria que trago atualmente em mãos. Estou a ler, desde o dia 23 deste mês, a obra Morrer sozinho em Berlim, de Hans Fallada e que foi publicada em 1946.

16 – Prémio literário português
Última categoria e última obra oferecida pela Ana Sofia. Falo-vos de Debaixo de algum céu, de Nuno Camarneiro, vencedor do Prémio LeYa de 2012.

São estas as minhas escolhas e espero que as mesmas me permitam completar o cartão e fazer bingo! Não as devo alterar, mas não as vou considerar completamente definitivas, já que se não estiver a gostar da leitura, partirei de imediato para outra, sem remorsos nem arrependimentos.
Para terminar, convido-vos a todos a participarem nesta maratona e sobretudo a divertirem-se e a saborearem-na numa esplanada, na praia, na piscina ou à sombra de uma árvore. Venham daí! Fico à espera dos vossos comentários sobre as obras que escolhi e sobre o que pretendem ler!