La delicadeza, de David Foenkinos



Ficha técnica
TítuloLa delicadeza
Autor – David Foenkinos
Editora – Editorial Planeta (Bolsillo)
Páginas – 218
Datas de leitura – de 11 a 12 de novembro de 2018

Opinião
Terceira obra lida em novembro, terceira leitura mediana e que me deixou frustrada e desiludida. Depois de ter lido, em 2015, As recordações, do mesmo autor, parti para esta pensando que seria uma digna sucessora e que me romperia o ciclo de leituras menos saborosas que me acompanham desde o final de outubro… Estava redondamente enganada, como podem comprovar na segunda parte do vídeo (minuto 09:35) que vos deixo abaixo.

NOTA – 06/10



Sinopse
Nathalie es una mujer afortunada. Felizmente casada con François, pasa los días rodeada de risas y libros. Un día la pena llama a su puerta: François muere inesperadamente. Nathalie languidece entonces entre las paredes de su casa y se vuelca en la oficina. Pero justo cuando ha dejado de creer en la magia de la vida, ésta vuelve a sorprenderla y revelarse en su forma más maravillosa.
La delicadeza es la novela de la esperanza y la imaginación, la novela de ese París fascinante en el que el dolor y la vulgaridad se transforman en poesía. Un libro que querrás tener siempre cerca, para deleitarte de nuevo con su elegancia literaria o sonreír con su mordaz ingenio, pero, sobre todo, para recordar que siempre, incluso en los momentos más inesperados, cualquier cosa es posible. 

O segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell



Ficha técnica
TítuloO segredo de Joe Gould
Autor – Joseph Mitchell
Editora – Publicações Dom Quixote
Páginas – 142
Datas de leitura – de 06 a 10 de novembro de 2018

Opinião
Fui para esta leitura com algumas expectativas, apesar de não ser uma leitora assídua de obras de não-ficção. Essas expectativas advinham das opiniões muito positivas com as que tinha tropeçado principalmente no Goodreads, mas, para meu pesar e frustração, não criei empatia nem laços com Joe Gould e com o que Joseph Mitchell, num estilo muito sóbrio e que muito me agradou, nos conta sobre aquele que se intitula como “o último boémio” de Nova Iorque. Vendo o vídeo que vos deixa abaixo, poderão entender melhor por que razão esta leitura se junta a outras que têm feito de novembro um mês mediano e morno…
Se já leste esta obra e tens uma opinião diferente da minha, não hesites – partilha-a aqui! Agradeço-te muito!

NOTA – 06/10



Sinopse
História de um boémio culto, excêntrico e indigente, numa Nova Iorque desconhecida. Uma obra-prima do jornalismo literário.
Salman Rushdie, Julian Barnes, Martin Amis e Doris Lessing são alguns dos escritores do mundo literário que, em 1996, quando este livro foi publicado, se fizeram ouvir chamando a atenção para a sua importância.
Afinal, quem foi esse Joseph Ferdinand Gould, o cândido e inquietante protagonista deste livro? Filho de uma das famílias mais antigas de Massachusetts, licenciado em Harvard, em 1916 rompeu com todos os laços e tradições familiares e foi para Nova Iorque, onde passado pouco tempo iniciou a sua vida de vagabundo. Trabalhava e vivia inteiramente para o seu projeto de escrever uma monumental «História Oral do Nosso Tempo». Ezra Pound e E. E. Cummings, entre muitos outros, interessaram-se pelo projeto e chegaram a falar nele nas revistas em que escreviam. Entretanto, Gould dormia na rua ou em albergues noturnos para mendigos, comia mal e vestia as roupas usadas que os amigos poetas e pintores de Greenwich Village lhe davam. Era frequente vê-lo bêbado e imitando o voo das gaivotas, e a sua História Oral, que ninguém lera ainda, gozava já de uma certa reputação. Com a sua morte, em 1957, os seus amigos empreenderam uma vasta busca do famoso manuscrito nos poisos da Village que ele frequentava. É o surpreendente resultado dessa busca, o «segredo» a que se refere o título, que Joseph Mitchell nos conta na segunda crónica deste livro.

A filha da minha melhor amiga, de Dorothy Koomson



Ficha técnica
TítuloA filha da minha melhor amiga
Autora – Dorothy Koomson
Editora – Porto Editora
Páginas – 448
Datas de leitura – de 02 a 06 de novembro de 2018

Opinião
Dorothy Koomson não era um nome desconhecido para mim. Seria, aliás, quase impossível não ter tropeçado até à data com algum dos seus livros nas muitas vezes que deambulo por livrarias. Contudo, até ter começado a seguir com assiduidade booktubers portugueses, nem a autora nem as suas obras me tinham suscitado qualquer interesse.
Após ter visto/ouvido várias opiniões bastante positivas sobre uma e outra narrativa sua, decidi trazer da biblioteca da terrinha um dos seus romances mais conhecidos e perceber, por mim mesma, se o “buzz” que acompanha Dorothy Koomson iria ao encontro dos meus gostos e daquilo que busco numa obra contemporânea.
Parti para a leitura sem qualquer expectativa e tenho que admitir que “papei” as quase 500 páginas em quatro, cinco dias. Senti que a trama estava escrita de uma forma, simples, despretensiosa e que possuía o necessário para manter o leitor atento e interessado. Gostei da construção e do desenvolvimento das personagens e, apesar, de ter adivinhado o final feliz, não posso dizer que não me tenha agradado comprovar que a vida das protagonistas seguiu um rumo muito satisfatório após ter sido abalroada por uma morte inesperada e castradora como o é qualquer desaparecimento trágico de alguém que nos é muito próximo.
Não estarei a revelar demasiado se disser que a narrativa arranca com a morte da melhor amiga de Kamryn – Adele – e que esta lhe pede encarecidamente que tome conta e mais tarde adopte a sua filha de cinco anos. Também penso que não estarei a cometer nenhum “crime” se revelar que este pedido cai que nem uma bomba na vida de Kamryn, não só porque é solteira e nunca quis ter filhos mas também porque há dois anos atrás havia rompido a amizade com Adele por ter ficado a saber de uma traição muito dolorosa que esta lhe havia feito. Temos, assim, os dados lançados para uma trama que aborde a dor, o luto, a amizade, a traição e uma maternidade nada, nada planeada. Todos eles temas que me dizem muito numa leitura, mas que, infelizmente, nesta obra em particular não me tocaram como eu tanto desejaria.
Quando terminei de lê-la, mesmo antes de registar algumas notas no caderninho, deixei, ainda a quente, umas palavrinhas no Goodreads que resumem aquilo que estou, aqui e agora, a tentar partilhar convosco – não foi uma leitura que me deslumbrou, já que pressupus, perante a premissa, que a obra abordaria de uma forma mais aprofundada e íntima a experiência traumatizante que é a morte repentina de uma jovem que deixa uma filhinha órfã e uma amiga “amputada” daquela que, para todos os efeitos, era a pessoa que melhor a conhecia e entendia. Antecipei uma narrativa muito centrada nessas três personagens e não aceitei de muito bom grado o aparecimento de dois elementos masculinos e, menos ainda, do triângulo amoroso que formarão com Kamryn. Esse triângulo não traz nada para a trama a não ser uma “distração” que leva a que o foco da obra deixe de ser aquilo que verdadeiramente devia de ser, pelo menos para mim – a vida de duas pessoas – uma criança e uma jovem adulta – que fica sem chão quando alguém tão próximo e importante como Adele desaparece.
Dito isto, a minha estreia com Dorothy Koomson não foi, apesar de tudo, uma completa desilusão. Se o tivesse sido, eu teria abandonado a leitura sem remorso algum. Foi agradável, criei laços com a pequenina Tegan (ninguém lhe consegue ficar indiferente, muito menos nós, que somos mães), simpatizei com Kamryn, verti algumas lágrimas em momentos mais sofridos e gostei do ritmo da narrativa, que me fez lê-la rapidamente. Queria mais, é certo, mais aprofundamento em determinadas situações que foram lançadas para a trama e não tiveram o merecido desenvolvimento (maus tratos infligidos a uma criança e consequentes traumas, por exemplo) e menos ligeireza em outras, mas não vou desistir de Dorothy Koomson e dar-lhe-ei mais oportunidades, sobretudo porque a minha biblioteca tem mais obras dela. Um dia destes trago outra que, oxalá, me agrade um pouco mais do que A filha da minha melhor amiga.

NOTA – 06/10

Sinopse
A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.
Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração
Uma viagem dolorosa e comovente de autoconhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

Balanço mensal - livros lidos em outubro



Tal como tem sido habitual, em outubro li seis livros – duas releituras e quatro leituras.
Abri o mês terminando a primeira releitura do meu projeto – Uma releitura por mês. Havia começado Malena es un nombre de tango, da minha Almudena no final de setembro e terminei-a nos primeiros dias do mês seguinte. Foi a forma perfeita de arrancar o projeto das releituras e pontuei-a com a nota máxima.
A seguir, peguei na desilusão do mês e abandonei O livro, de Zoran Zivkovic. Posteriormente, li Corações de Pedra, de Simon Scarrow e senti-me defraudada, já que não fui capaz de me ligar com as personagens nem com o estilo do autor. Dai apenas ter-lhe dado 05/10.
As duas obras que se lhe seguiram vieram da biblioteca da terrinha e foram duas recomendações provenientes do Booktube. Refiro-me à obra A contador de filmes, de Hernán Rivera Letelier e a Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie. Gostei imenso das duas e dei-lhes a mesma pontuação – 09/10.
Dei continuação ao projeto das releituras com a obra do meu Saramago – O homem duplicado. Foi um reencontro maravilhoso que culminou num final sublime e inesperado e numa nota perto da perfeição – 09/10.
Terminei o mês lendo outra obra da Segunda Guerra Mundial – Dile a Marie que la quiero, de Jacinto Rey. Infelizmente, não me cativou, achei o estilo do autor muito seco e superficial e isso fez com que não penetrasse na narrativa nem ganhasse empatia com a maior parte das personagens. Dei-lhe apenas 06/10.
Outubro foi assim um mês muito heterogéneo, com leituras excelentes e outras medianas. E vocês, que leram? Contem-me tudo.
Deixo-vos, como é habitual, os links para acederem à opinião completa das obras lidas em outubro:
§  Malena es un nombre de tango, de Almudena Grandes
§  Corações de pedra, de Simon Scarrow
§  A contador de filmes, de Hernán Rivera Letelier
§  Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie
§  O homem duplicado, de José Saramago
§  Dile a Marie que la quiero, de Jacinto Rey.

Por fim, para aqueles que estejam interessados, deixo o balanço em vídeo.